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AS ORIGENS NORTE-AMERICANAS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, SEUS ENSINOS E SUA INFLUÊNCIA no contexto brasileiro

The North American Origins of Prosperity Theology, its Teachings and its Influence in the Brazilian Context

Me. Gabriel Maurilio1

Drª Marivete Zanoni Kunz2

RESUMO

A pesquisa apresenta as origens norte-americanas da Teologia da Prosperidade, bem como seus principais propagadores. O artigo traz alguns textos bíblicos que são utilizados pela Teologia da Prosperidade, como ensinamento para sucesso financeiro na vida do cristão. Foram utilizadas como material de pesquisa algumas fontes primárias, bem como secundárias para buscar as respostas necessárias referentes aos ensinos da Teologia da Prosperidade e suas interpretações bíblicas. Também é apresentada, de forma breve, a situação atual que igrejas brasileiras têm enfrentado por influência dos ensinos da Teologia da Prosperidade.

Palavras-chaves: Bíblia. Prosperidade. Teologia. Ensino.

ABSTRACT

The research presents the North American origins of Prosperity Theology, as well as its main propagators. The article brings some biblical texts that are used by Prosperity Theology as a teaching for financial success in the life of the Christian. Some primary and secondary sources were used as research material for the necessary answers regarding the teachings of Prosperity Theology and its biblical interpretations. It also briefly presents the current situation that Brazilian churches have faced by influence of the teachings of Prosperity Theology.

Keywords: Bible. Prosperity. Theology. Teaching.

INTRODUÇÃO

Este artigo apresentará a origem norte-americana do movimento conhecido como Teologia da Prosperidade. A pesquisa procurará abordar os principais textos que fundamentam esta “teologia” com os seus ensinos referentes à área financeira. Sabe-se que os pregadores da Teologia da Prosperidade fazem uso da vida de alguns personagens, como Abraão, Jacó e o rei Salomão, bem como ensinos de Jesus e do apóstolo Paulo para fundamentar algumas interpretações relacionadas às bênçãos financeiras. Sendo assim, nesse primeiro momento, este artigo visa conhecer a origem da doutrina da Teologia da Prosperidade: em que cidade começou, seu fundador, qual seu pensamento e fundamentos para tal ensino, seus sucessores em outras cidades e países.

Os ensinos desta teologia geram alguns questionamentos: é possível que determinados textos bíblicos realmente ensinem que há possibilidade de crescer financeiramente pela prática dos dízimos e ofertas? O que os textos utilizados pela Teologia da Prosperidade ensinam? É possível falar em crescimento financeiro a partir da ênfase dos textos mencionados pelos pregadores da Teologia da Prosperidade? Desta forma, faz parte do objetivo deste artigo compreender como surgiu a Teologia da Prosperidade, quem foi o seu fundador, bem como verificar se as passagens do Antigo e Novo Testamento utilizadas por esse grupo realmente estão coerentes com seus ensinos.

No atual século, esse movimento é visto especialmente dentro das igrejas neopentecostais onde se prega e ensina aos seus membros, que o cristão tem que ser vitorioso em todas as áreas de sua vida: espiritual, física e financeira.

As referências teóricas para debater a Teologia da Prosperidade serão: comentários bíblicos do Antigo e Novo Testamento e obras como: “Supercrentes”, “Evangélicos em crise”, “Decepcionados com a graça”, do autor Paulo Romeiro; “O evangelho da prosperidade”, escrito por Alan Pieratt; “O Evangelho da nova era”, de Ricardo Gondim; “Cristianismo em crise”, escrito por Hank Hanegraaff, e outros.

Nesse artigo, apresentar-se-á um panorama da origem da Teologia da Prosperidade, bem como de seus ensinos, os quais têm influenciado algumas igrejas brasileiras. Inicialmente será abordada a Teologia da Prosperidade e sua origem, considerando questões como: quem foi seu fundador; seus ensinos. Para complementar, serão abordadas questões sobre a vida do propagador da Teologia da Prosperidade, personagem que levou adiante e popularizou os ensinos do fundador; será verificada a compreensão e interpretação do propagador sobre textos bíblicos utilizados na pregação e no seu ensino sobre prosperidade; na sequência, serão apresentadas suas supostas visões, no que diz respeito às visitas de Jesus e as suas novas revelações bíblicas, bem como a sua fórmula “mágica”, isto é, como ele divide as condições da confissão positiva para o cristão receber seus direitos (riquezas) nesta vida. Na continuidade, será apresentado o nome dos principais discípulos do propagador nos Estados Unidos, os quais deram continuidade e reforçaram os ensinos referentes à Teologia da Prosperidade. Por fim, será abordada a Teologia da Prosperidade na atualidade, a qual tem desviado o verdadeiro foco de alguns grupos cristãos, que, ao invés de pregarem o Evangelho3, pregam uma vida de riquezas aqui na Terra.

1. Breve histórico das origens da Teologia da Prosperidade norte-americana e do seu propagador

A Teologia da Prosperidade teve origem nos Estados Unidos entre os anos de 1930 e 1940, mas seus ensinos só se desenvolveram a partir do ano de 1970. O fator principal para que a Teologia da Prosperidade tenha se propagado foi a abertura para visões, revelações e orientações espirituais contínuas extrabíblicas, tendência que prevalece até hoje.4

Conforme Romeiro, a Teologia da Prosperidade foi fundada por Essek William Kenyon (1867-1948), que nasceu em Saratoga, Nova Iorque, em 1867. Sua possível conversão a Jesus Cristo ocorreu entre a adolescência e a juventude (15-19 anos). Com 19 anos, começou seu ministério público na Igreja Metodista, quando pregou seu primeiro sermão. Kenyon foi adepto de várias religiões passando do congregacionalismo para o universalismo, para o unitarismo, para o transcendentalismo, para o novo pensamento e, por final, a ciência cristã.5

Segundo Pieratt, Kenyon não teve treinamento teológico profundo e seu ministério passou por igrejas tradicionais e pentecostais. Sua teologia era diferente e isso o levou a ser um evangelista itinerante e independente das igrejas. Escreveu cerca de dezoitos livretos sobre seus ensinos. Foi influenciado pelos ensinos filosóficos da Faculdade Emerson College, em Boston. Esses grupos, que Kenyon estudou, eram conhecidos como Escola da Unidade do Cristianismo, Ciência Divina, Igreja da Ciência Religiosa, Lar da Verdade, Igreja da Verdade e outros.6

Em consequência disso, Kenyon envolveu-se com vários ministérios e diferentes atividades, fez reuniões evangelísticas em várias cidades, pregou a convite de Aimee Semple McPherson no templo sede do Evangelho Quadrangular, foi pastor em uma igreja batista independente, em Pasadena (1226), e fundou a Igreja Batista Nova Aliança, na cidade de Seattle (1931).7

A teologia de Kenyon era metafísica8 e foi inspirada pelos ensinos de Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora do pensamento americano Ciência Cristã. Sua pregação principal era sobre a cura divina, que permitia pregar entre os pentecostais, embora não fosse pentecostal, ao contrário, menosprezava o batismo do Espírito Santo e não cria que os dons espirituais estavam em ação em sua época.9

Hanegraff destaca que Kenyon, mesmo com uma teologia superficial, fundou no século XX, o Instituto Bíblico Betel e também foi pioneiro de rádiotransmissão com seu programa chamado “A igreja do ar de Kenyon”, onde gravou fitas dos seus programas que serviram de base para seus escritos. Uma de suas frases populares, usadas pelos pregadores da prosperidade, era: “O que eu confesso, eu possuo”, criada pelo próprio Kenyon. Também influenciou Kenneth Hagin no meio pentecostal e muitas outras pessoas que leram seus materiais incluindo “avivalistas” como William Branham, T. L. Osborn, depois da Segunda Guerra Mundial.10

A Teologia da Prosperidade foi fundada por Kenyon, mas Kenneth Hagin (1917-2013) foi o porta voz, ou seja, popularizou esse ensino, que hoje é um dos maiores movimentos dentro do mundo evangélico na atualidade. Kenneth Hagin nasceu em McKinney (Texas), nos Estados Unidos, em 1917, nasceu com um problema no coração e, por isso, os médicos o desenganaram. Hagin não teve uma infância fácil, quando foi abandonado pelo seu pai e sua mãe, também doente, indo morar com os avós maternos.11

Hagin deixou escrito em seu livro (Eu creio em visões) que, aos dezesseis anos, sua saúde piorou a ponto de ficar acamado por meses. Nessa época começou a ler a Bíblia e converteu-se ao Cristianismo. Conforme seus relatos, ele teve duas experiências que mudaram sua vida e ministério. A primeira foi ter sido levado ao inferno, onde viu e sentiu coisas que o deixaram perplexo, como trevas que o impediram de enxergar e um calor crescente à medida que descia; isso aconteceu por mais duas vezes, segundo ele.12 Sua segunda experiência foi por meio da leitura de uma passagem da Bíblia que está em Marcos 11:23-24: “porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele”.13 A revelação deste texto aconteceu em duas partes: a primeira começou em uma ambulância em janeiro de 1934, quando ele entendeu o versículo 24 (ai está o princípio da fé: creia no seu coração, diga-o com sua boca, e assim será convosco); passaram-se sete meses sem que a cura viesse, mas ele continuava crendo na cura. A segunda parte da revelação aconteceu em agosto de 1934, inclusive Hagin relata que resistiu às acusações do Diabo de que não estava curado, quando louvou a Deus pela cura confirmada pelo Espírito Santo, e dias depois já estava curado.14

De acordo com Hagin, seu ministério começou em uma Igreja Batista, em 1937. Devido a crer na cura divina, começou a frequentar reuniões de um grupo pentecostal. Também diz que recebeu o batismo no Espírito Santo e falou em línguas estranhas. Foi pastor na igreja do Evangelho Pleno (1939). Pastoreou várias igrejas dessa denominação. Mais tarde, envolveu-se com vários pregadores independentes de cura divina.15

Conforme o relato de Romeiro, o ministério de Hagin, em 2007, era um dos maiores da época e sua influência tem se espalhado pelo mundo. Em 1966, estabeleceu o centro de suas atividades em Tulsa, Oklahoma. Depois, em 1974, iniciou a Escola Bíblica por Correspondência Rhema e o Centro de Treinamento Bíblico Rhema, em Tulsa, onde formou cerca de 7 mil alunos. Inclusive, sua revista World of Faith (Mundo de Fé) foi enviada a 190 mil lares mensalmente, calcula-se que cerca de 20 mil fitas cassete de estudos foram distribuídas a cada mês. Foram vendidos cerca de 33 milhões de cópias de seus 126 livros e panfletos. Os bens da organização de Hagin foram avaliados em 20 milhões de dólares. E todo ensino foi fundamentado em uma fé triunfalista e de um evangelho certamente controvertido.16

2. Teologia da Prosperidade e algumas posições doutrinárias de Kenyon e Hagin

Nos subpontos que seguem, abordar-se-ão alguns dos principais ensinos desta teologia, no que diz respeito à compreensão do conhecimento e comunicação com Deus, prosperidade e outros, a partir do pensamento de Hagin.

2.1 Ensinos diversos de Kenyon

Dentre seus ensinos, Kenyon disse que, se a morte física de Jesus fosse suficiente para cobrir a dívida do pecador, então todo cristão poderia pagar por seus pecados entregando-se igualmente à morte, ou seja, a morte física de Jesus não pagou pelos pecados. Também declarou que todo ser humano que tenha nascido de novo é uma encarnação como foi Jesus Cristo. A partir daí Hagin e muitos outros vêm propagando estes mesmos ensinamentos em muitas igrejas.17

Segundo Kenyon, o homem (Adão) realmente nasceu de novo quando desobedeceu a Deus e pecou comendo do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que Eva lhe ofereceu. Sendo assim, o homem nasceu do Diabo, obtendo a natureza satânica.18

Para Kenyon, Deus precisava entrar novamente na Terra, pois Adão tinha dado ela a Satanás, por isso Deus e Abraão firmaram um pacto e foram reconhecidos como irmãos de sangue, ou seja, uma aliança. Desta forma, Deus poderia entrar novamente na Terra de forma legal.19 Kenyon afirmava que Jesus foi concebido sem pecado, mas seu corpo não era mortal, e que Jesus só passou a ter um corpo mortal quando Deus colocou sobre Ele a natureza pecaminosa da humanidade no momento em que estava pendurado na cruz. Depois de Jesus se tornar pecador é que se tornou mortal e pode morrer.20

Segundo Kenyon, a força da fé teve origem quando Deus, por meio de palavras carregadas de fé, trouxe o Universo à existência e, em consequência, quem professa palavras de fé governa o Universo hoje em dia, ou seja, tudo acontece conforme o cristão crê e fala. Ainda mais, a fé é medida pelas confissões, que são duas: as confissões positivas, as quais ativam o lado positivo da força, e as confissões negativas, que ativam o seu lado negativo.21

Outras posições doutrinárias da Teologia da Prosperidade, que Kenyon fundou, seguem listadas abaixo:

  • A natureza humana é espírito, alma e corpo, porém é mais fundamentalmente espírito.22
  • Deus criou o Universo por meio das palavras, Jesus usou as palavras para curar, ele (Kenyon) usou a palavra para o dinheiro aparecer, e espera-se que todo cristão faça o mesmo (Fl 4.19).23
  • Na queda, Adão perdeu o domínio e a autoridade da terra e transferiu para Satanás, ou seja, Satanás se tornou o “Deus” deste mundo (2 Co 4.3-4).24
  • Jesus morreu espiritualmente, como também fisicamente, recebendo a natureza de Satanás, sofrendo no inferno para redimir o ser humano, e assim nasceu de novo (Isaías 53:10-12).25
  • Por meio da confissão positiva com o tipo de fé de Deus, pode-se vencer a doença e a pobreza.26

Estas posições doutrinárias da Teologia da Prosperidade, fundada por Kenyon, parecem ser uma interpretação diferente de uma teologia bíblica. Isto mostra que um texto fora do seu contexto dá margem para uma má interpretação, sendo assim, desvia muitas igrejas do cristianismo clássico.

2.2 A compreensão sobre conhecimento e comunicação com de Deus conforme Hagin

Todo o conhecimento obtido por Hagin, segundo Gondim, vinha de uma fonte de conhecimento sobrenatural, que ele intitulava de “Conhecimento de Revelação”, um conhecimento extrabíblico. Hagin afirmava que este conhecimento vinha pelo espírito de revelação e usava a passagem de Efésios 1:17-18 para defender seu conhecimento.27

Como base desse conhecimento, Hagin afirmava que Deus simplesmente concede a cada cristão uma capacidade de conhecê-lo, pois o indivíduo natural não pode conhecer a Deus, o Espírito Santo o desperta para buscar conhecê-lo. Mas esta espécie de conhecimento metafísico sobrenatural se aprende espiritualmente, ou seja, sem qualquer intervenção do intelecto, um discurso totalmente gnóstico.28 Ele insistia que o cristão não pode comunicar-se com Deus mentalmente, pois ele é um espírito, e assim esta comunicação acontece somente por meio do Espírito. Deus colocou na igreja mestres que renovam a mente do cristão e recebem a revelação e o conhecimento da Palavra de Deus.29

Hagin enfatizava a diferença entre a palavra grega “Logos” e “Rhema”, na Bíblia, afirmando que “Logos” diz respeito a uma palavra impessoal, isto é, apenas está escrita nas páginas da Bíblia, e o “Rhema” a uma palavra que se torna pessoal, direta, aplicável na vida pessoal do cristão que lê as Escrituras. Segundo Gondim, alguns biblistas, como Otto Betz,30 afirmam que não há nenhuma diferença no uso destas palavras no original.31

Hagin repetidamente declarava que tinha “conhecimento” bíblico, não por se dedicar piedosamente ao estudo das Escrituras, mas porque Deus lhe revelava graciosamente. A Teologia da Prosperidade se assemelha a seitas gnósticas, pois ambas ensinam que o conhecimento adquirido lhes dá condições de transcender as limitações físicas.32 Assim, o conhecimento por revelação (conhecimento sobrenatural) parte da pressuposição dualista e gnóstica de que o ser humano tem três naturezas separadas e antagônicas.33

Nos pensamentos de Hagin, a mente é enganosa e fará o cristão errar. Sendo assim, todo cristão tem que aprender a controlar sua mente com seu espírito e alimentá-la positivamente. Aceitar e concordar com a realidade percebida com os cinco sentidos é ruim, pois mina a fé, porque a mente é má e humana e em última análise, satânica.34

Hagin acreditava que no princípio o espírito do ser humano era a força dominante no mundo, mas quando pecou, sua mente tornou-se dominante, assim o pecado destronizou o espírito e coroou o intelecto. Ele enfatizava que a graça estava restaurando o espírito para seu lugar de domínio, e quando o cristão chegava a reconhecer o domínio do espírito, viveria sem esforço na dimensão espiritual. Assim, a fé já não seria um esforço e uma luta, mas um viver inconsciente na dimensão de Deus.35

2.3 A compreensão e o ensino de Hagin sobre prosperidade

Na parte financeira, Hagin utilizava a mesma regra de ensino usada na saúde (confessar em voz alta, ter fé, usar o nome de Jesus), ou seja, a prosperidade financeira é um direito do cristão, pois faz parte da expiação efetuada por Jesus, o cristão tem direito a saúde e de ser próspero. Hagin ensinava que, da mesma forma como as doenças nunca representaram a vontade de Deus, a pobreza ou as dificuldades financeiras também não poderiam fazer parte da vida do fiel.36

Segundo Pieratt, Hagin dizia que os pastores deveriam pregar a mensagem da prosperidade financeira com toda sua força, pois o direito de todo cristão é ser financeiramente próspero. Conforme Pieratt, Hagin usava várias passagens bíblicas para fundamentar as pregações sobre prosperidade financeira.37

A partir do texto do livro de Josué 1.8, Hagin ensinava que, para o cristão ser bem-sucedido em todas as áreas da vida (física, espiritual e material), bastava meditar e acreditar na Palavra de Deus e assim prosperaria financeira e não somente espiritualmente.38 A partir do texto do livro de Filipenses 4.19, Hagin também afirmava que todas as necessidades pessoais do cristão (física, espiritual e material) seriam supridas, o que incluía a área financeira.39

A partir do texto do livro de 3 João 1.2, Hagin interpretava que a oração de João direcionada pelo Espírito Santo era para todos os cristãos e enfatizava que “Acima de tudo oro” estava relacionada a três áreas (física, espiritual e material): a primeira era a prosperidade (bênçãos materiais); a segunda era a saúde (bênçãos físicas) e a terceira era a prosperidade da alma (bênçãos espirituais). Assim, Hagin afirmava que é correto orar por prosperidade financeira.40

Um dos ensinos deste líder era que Deus quer que seus filhos comam a melhor comida, vistam as melhores roupas, dirijam os melhores carros e tenham o melhor de todas as coisas, pois, se Jesus vivesse na contemporaneidade, dirigiria um Cadillac, sendo que na época de Jesus um jumento era igual ao Cadillac, que era o carro usado por pessoas da alta classe social de sua época. Na concepção de Hagin, a intenção de Deus é que os cristãos não vivam na pobreza e que todos tenham o direito de viver como reis, pois a pobreza não combina com reis, sendo assim todo cristão é filho do rei e tem uma posição elevada para viver uma vida abundante, acumulando riquezas aqui nesta Terra. Para defender esta ideia Hagin, usava a passagem de Romanos 5.17. 41

Com a intensão de ensinar os cristãos a ficarem ricos, Hagin também produziu fitas cassetes com seus ensinos. Ele chegou a usar o exemplo de um rapaz que, de tanto escutar suas fitas, em especial “Como Treinar o Espírito Humano”, usou sua fé e deixou seu emprego de assalariado (US$ 5.500) e adquiriu um patrimônio de US$ 30 milhões com apenas 38 anos de idade.42 Também afirmava que é bíblico tanto os líderes como os cristãos possuírem riquezas neste mundo.43

Ele ensinava que na Bíblia há muitas promessas bíblicas de riqueza e prosperidade, e o cristão deve tomar posse destas promessas. Afirmava que, se o cristão não está ficando rico, é porque desconhece seus direitos em relação à prosperidade; ou está faltando fé para declarar tais direitos; ou ainda o Diabo está impedindo de receber a bênção financeira. Hagin também enfatizava que o cristão deve repreender Satanás, falando: “tire suas mãos do meu dinheiro”, então a prosperidade financeira vai chegar em sua vida.44

2.4 As supostas visões e a “fórmula” de Hagin

Para Gondim, Hagin afirmava ter uma teologia formada por visitações sobrenaturais, suas experiências tornavam-se inquestionáveis, podendo até pertencer à própria Bíblia (o fato é que o cânon foi fechado no século IV). Hagin escreveu livros, e disse serem fruto de uma revelação especial e direta de Jesus, por isso, conforme Gondim, Hagin coloca-se acima dos escritores da Palavra de Deus, os quais para ele foram “apenas” inspirados pelo Espírito Santo.45

Hagin afirmava que, além do conhecimento que recebia por meio da revelação, também teria visões do próprio Jesus e que chegou a conversar pessoalmente com Ele. Em uma das visões relatadas, Hagin afirmava que Jesus falou para ele que o tinha separado e escolhido no ventre de sua mãe, antes de nascer, para ser profeta. Hagin fazia uma comparação com o profeta Jeremias, que, conforme texto bíblico, também foi escolhido antes de nascer (Jr 1.5).46

Outra suposta visão de Hagin foi quando Jesus apareceu e o ensinou como ministrar aos enfermos. Ele descreve que o fato aconteceu em um culto de reavivamento no Estado de Oklahoma, em uma congregação, onde Hagin, por ter duvidado, não conseguiu curar um homem doente. Então, Jesus, após falar com ele por quatro vezes, disse que tinha que usar o seu nome (nome de Jesus), sem duvidar, para que a cura acontecesse.47

Conforme Pieratt, Hagin afirmava que foi ungido para ser porta-voz de Deus, e seus sermões e escritos estavam repletos de mensagens e visões da parte de Deus. As expressões mais usadas nos seus livros são: “tive uma visão”, “tive uma visão espiritual rápida” ou “o Senhor me disse”.48

Em outra visão, Hagin disse que Jesus apareceu a ele, e desta vez o ensinou sobre a pessoa do Diabo, seus demônios e sobre possessão demoníaca, e lhe deu o dom de discernimento de espíritos. Este dom era usado quando Hagin estivesse em “Espírito” e este seria o momento em que conseguia enxergar os demônios nas pessoas e os expulsava e as curava.49

Em um dos seus relatos, Hagin conta que Jesus apareceu pessoalmente, quando estava orando por sua esposa, que estava doente. Nesta suposta visão, Jesus atendeu a oração dele para que sua esposa fizesse uma cirurgia, pela qual receberia a cura. Ainda mais, Jesus só fez isto porque ele acreditou, caso contrário Jesus não poderia ter feito nada.50

Segundo Gondim, Hagin, além de ter visões e revelações “diretamente” de Deus, afirmava ter ido ao céu e experimentado a realidade do mundo espiritual. Em outra ocasião, Hagin foi conduzido ao inferno, onde recebeu novas instruções do Senhor. Hagin afirmava receber muitas visitas do Senhor Jesus, mas não há respaldo bíblico para tais experiências.51

Por meio de afirmações e relatos, Hagin enfatiza que, além de conversar com Jesus pessoalmente, também recebia a visita de anjos. Em uma dessas visitas, um anjo falou que Jesus iria ajudá-lo em suas finanças e no seu ministério. Ele relatou que recebeu orientação e direção com respeito às coisas da vida por meio de seu anjo particular. Conforme Hagin, Jesus apareceu para ele em um hospital. Ele contou que caiu sobre seu cotovelo esquerdo e parecia muito machucado, pensava que havia quebrado o braço. Mas Jesus falou para Hagin que seu braço não estava quebrado, apenas deslocado, e que tudo era obra do Diabo.52

Para Hagin, existem três tipos de visões. A primeira é a visão espiritual, na qual a pessoa tem uma visão em seu espírito. Para falar desta visão, ele usava a passagem de Atos, no episódio em que Paulo ficou cego, afirmando que, em consequência disso, teve uma visão espiritual na qual conversava com Jesus. Esta visão é considerada por ele como do tipo mais simples. A segunda é a visão do êxtase, a qual, conforme ele, ocorre quando um êxtase sobrevém a uma pessoa e os seus sentidos físicos são suspensos temporariamente. Conforme Hagin, na segunda visão a pessoa não tem consciência de onde está ou de qualquer outra coisa que diga respeito ao mundo físico, mas a pessoa não fica inconsciente, apenas mais consciente das coisas espirituais do que as coisas físicas. A terceira é a visão aberta, o tipo mais elevado, ou seja, quando isto acontece os sentidos físicos não são suspensos, seus olhos físicos são fechados e a pessoa permanece com toda a sua capacidade física e ainda pode ver na dimensão do espírito.53

Para Pieratt, além de uma profunda espiritualidade, Hagin afirmava ter recebido dons especiais de inteligência e presciência. Após sua conversão, sua inteligência aumentou de 30% para 60%, também recebeu o dom da memória perfeita e, mais ainda, recebeu diretamente de Jesus o dom do ensino e de cura. Além de afirmar ter recebido uma delegação de autoridade especial da parte de Deus, sua profecia era tão especial que não tolerava qualquer questionamento de seus ensinos. Também não permitia que suas visões fossem objeto de discussão por parte de seus seguidores.54

Segundo Hagin, além de suas visões, havia um elemento perdido no cristianismo. Este elemento poderia livrar os cristãos da condição miserável em que viviam, bastava seguir um conjunto de regras e procedimentos muito simples, mas rígido. O nome dado a esta “fórmula” foi “Confissão Positiva”, ela atuava em ambas as direções: era a dádiva por meio da qual a saúde e a prosperidade eram recebidas.55

A Confissão Positiva é dividida em cinco condições. A primeira condição é ter “o conhecimento de nossos direitos”. Hagin afirmava que o fator mais importante negligenciado pelos cristãos que vivem sofrendo com problemas da vida, depois de sua conversão, é de “desconhecerem aquilo que lhes pertencem por direito”.56 Hagin usava o texto de Oseias 4.6 para dizer que, se o povo de Israel tivesse consciência de usar seus direitos, privilégios e domínios, não teriam sido submetidos a tantas angústias, e aplicava esta mensagem para os cristãos, afirmando que todos têm direitos garantidos juntos a Deus.57

Segundo Hagin, “o cristão não precisa ir para o céu para desfrutar dos seus direitos e privilégios que tem em Cristo, mas pode desfrutar aqui e agora nesta Terra”.58 Hagin acreditava que a razão de os cristãos não alcançarem a vitória financeira é porque vivem em descrença e têm uma fé obstruída; sendo assim, a falta do conhecimento e dos direitos na redenção é o maior inimigo da fé.59

Hagin também afirmava que pela graça de Deus todo cristão tem o documento jurídico da Nova Aliança (Novo Testamento), selado pelo sangue de Jesus.60 Este documento jurídico seria a Palavra de Deus, pois a vontade de Deus é para que todo cristão possa ter tudo o que lhe pertence segundo a Sua Palavra.61 Nos ensinos de Hagin afirma-se que a garantia dos direitos de triunfar sobre a pobreza, a doença e outros é de todo cristão, mas esses direitos só estão garantidos se os cristãos permanecerem em Deus e junto Dele, assim eles obterão a plena segurança desses direitos.62

Para Hagin, todo cristão foi redimido da maldição da lei que está nos livros do Pentateuco, e as maldições pela quebra da Lei de Deus é tríplice: a pobreza, a doença e a segunda morte.63 Mas, assim como a maldição é tríplice na natureza, assim a bênção de Abraão também é tríplice e também atinge a área financeira, a física e a espiritual, e todo cristão tem direito à bênção de Abraão.64

Hagin afirmava que, se o cristão pensasse que era outro Jó, isto significa que ele seria uma das pessoas mais ricas das redondezas, e teria o dobro de bens que teve antes.65 Pois Jó viveu 140 anos e viveu para ver os filhos dos seus filhos, até a quarta geração, e ainda enfatiza que, se é errado ser próspero como Jó foi, Deus errou em fazer tudo isto.66

A segunda condição para prosperar seria “a firmeza da fé”. Hagin afirmava que o modo mais eficaz de se orar seria aquele pela qual o cristão requeria os seus direitos. Pois é assim que Hagin fazia e ensinava, ou seja, o cristão deveria exigir seus direitos na oração. Hagin usava a passagem de Atos 3.6, dizendo que Pedro, na Porta Formosa, não orou pelo aleijado; ele ordenou, a fim de que o aleijado fosse curado, pois exigiu os seus direitos.67

Em seus escritos, Hagin enfatizava que a oração deveria ser dirigida a Deus não como pedido, mas como exigência, pois há uma justificativa exegética, e a palavra pedir realmente significaria exigir. Esta explicação exegética de Hagin aparece muito nos seus estudos no Evangelho de João, e neste contexto a palavra grega pedir é interpretada por exigir, ou seja, exigir alguma coisa como seu direito, não como um favor.68 Hagin usava a Concordância de Strong e ressaltava que a palavra grega que é traduzida por pedir tem o significado de “exigir algo que é devido”. Um dos exemplos usados pode ser observado na passagem de João 14.13-14, em que Hagin dizia: “E tudo quanto exigirdes em Meu Nome, isso Eu (Jesus) farei”, mas o sentido real da palavra pedir é a de um escravo a seu senhor.69

De acordo com Pieratt, a terceira condição para prosperar deveria ser usado o “usar o nome de Jesus”. Hagin ensinava que não bastava o cristão apenas compreender seus direitos e exigi-los de Deus, precisava fazer isso utilizando a expressão “o nome de Jesus”. Este nome usado coloca em atividade as forças das leis espirituais na esfera celestial.70

Segundo Junior, Hagin dizia existir uma chave para destravar as portas e as janelas do céu e satisfazer todas as necessidades do cristão. Pois o próprio Jesus usou o seu nome para pedir algo a Deus, e esta é a chave para destravar o céu a favor do cristão. Hagin usava a Bíblia para defender seus ensinos e dizia que Jesus mandou que seus discípulos sempre dirigissem as suas orações usando o nome Dele, e para o cristão ter suas orações atendidas precisaria agir de acordo com as regras.71

Hagin também afirmava que o nome de Jesus pertence legalmente a todos os cristãos, pois todo filho de Deus é um herdeiro e um co-herdeiro com Cristo. Todo filho tem o direito de usar o nome de Jesus, pois pertence à família.72 O nome de Jesus, para Hagin, também seria uma procuração, ou seja, todo cristão tem o direito de usar o nome de Jesus em seu favor em prol das suas necessidades individuais.73 Hagin foi além, pois dizia que os direitos implicados no uso do nome de Jesus são comparados a uma conta bancária. O nome de Jesus poderia ser usado com a mesma liberdade que uma pessoa usa o talão de cheque, pois o dinheiro já está na conta, então a pessoa emite o cheque para usufruir dos seus direitos.74

O seguidor de Kenyon enfatizava que tudo que o cristão pedisse em oração seria concedido, bastava proferir o nome de Jesus. Pois o próprio Jesus deu para cada cristão um cheque assinado com seu nome, e Deus sabia tudo quanto o nome de Jesus subentenderia quando fosse pedido na oração.75

Conforme Pieratt, a quarta condição para prosperar seria “não duvidar”. Este tipo de fé que obtém resultados exige seus direitos em nome de Jesus, mas também faz isto de uma forma que nunca demonstra dúvida. Esta fé tem que ser segura, a ponto de continuar acreditando, mesmo que o pedido não tenha sido atendido, ou seja, o cristão continua a fazer um quadro mental daquilo que ele quer e não para de crer que obterá o que deseja.76

Hagin ensinava que o cristão não deveria duvidar por um só momento de que tem a resposta da oração, não deveria permitir que um quadro mental de fracasso estivesse na sua mente, pois a dúvida seria do Diabo e deveria ser repreendida. Nesse sentido, seria importante o cristão fixar a sua mente na resposta e eliminar qualquer imagem, sugestão, visão, impressão, sentimento e todo e qualquer pensamento que não contribuísse para sua fé, no sentido de receber o que deseja. Hagin acreditava que se o cristão perguntasse por que Deus não respondeu ou por que Deus não ouviu a sua oração e começasse a aceitar a demora na resposta como vontade de Deus para não ter aquilo que pediu, esse cristão seria um derrotado. Pois, se o cristão mantivesse uma fé firme e inabalável em Deus, receberia a resposta.77

Nos seus ensinos, Hagin afirmava que, se o cristão quer receber algo da parte de Deus, não pode usar a expressão “se for de tua vontade”, pois é uma demonstração de dúvida e nunca terá a resposta atendida.78 Hagin dizia que no Novo Testamento não se encontra esse tipo de expressão e que isto aconteceu porque fizeram uma lavagem cerebral religiosa nos cristãos.79

Hagin usava sua vida como exemplo de ter todas as suas orações atendidas durante seus últimos quarenta e cinco anos. E quando algumas pessoas diziam que às vezes suas orações eram atendidas e outras vezes não recebiam respostas de suas orações, Hagin respondia que nunca tinha visto isto em alguma parte da Bíblia, e que não ter a oração respondida tratava-se de raciocínio humano.80

A quinta condição para prosperar seria “confessar em voz alta”. Para Hagin, a fim de receber saúde e prosperidade como direito, bastava confessar em voz alta que já obteve aquilo que deseja. Hagin afirmava que quando o cristão confessava aos outros que já recebeu a resposta da oração, mesmo que a resposta não tivesse sido atendida, estaria fazendo uso da ordem correta, ou seja, primeiro usa-se a fé na dimensão espiritual, depois confessa (profetiza) aquilo que pediu e depois vem o resultado visível daquilo que foi pedido na oração. Portanto, o cristão precisa sempre agir e falar como se o seu pedido já tivesse sido atendido, mesmo que isso não pareça verdade.81 Hagin afirmava que estes princípios da fé funcionam nos âmbitos espiritual, físico e material. Portanto, no que diz respeito às necessidades financeiras, na sua vida pessoal aprendeu a chamar as coisas que não eram como se já fossem, e assim acontecia aquilo que tinha confessado.82

O seguidor de Kenyon dizia que, embora o cristão seja humano, nunca deveria confessar o medo, pois o medo não provém de Deus. O medo não vem de dentro do cristão, e sim de fora, é obra do Diabo que quer ter domínio sobre o cristão. Na opinião de Hagin, isto pode ser aplicado a respeito da dúvida, ou seja, o cristão não pode confessar as suas dúvidas; mesmo que tiver dúvida não pode confessar, pois a dúvida é do Diabo e não pertence ao cristão.83

Outro motivo que levaria o cristão a perder a sua bênção, segundo Hagin, seria fazer a confissão errada, uma confissão de derrota, de fracasso e da supremacia do Diabo. A confissão correta é a que o cristão dá um testemunho de uma verdade que ele aceita, testifica de alguma coisa que sabe e afirma algo em que crê.84

Hagin afirmava que Deus chama as coisas que não existem como se já existissem, é porque Ele é o Deus da fé, e todo o cristão deve agir como Deus e chamar as coisas que não existem como se já existissem.85 Deus usa o poder das palavras, pois Ele falou a Palavra e então surgiu a terra, o reino vegetal, o reino animal, a lua, o sol, as estrelas e o universo. Então ele ensinava que, se o cristão crer de todo o coração, dizer com a boca aquilo que crê a obra seria realizada.86

Toda a doutrina da Teologia da Prosperidade começou com Kenyon. Com efeito, Hagin popularizou e aumentou os ensinos de Kenyon e, por meio desta nova “teologia” aperfeiçoada, Hagin expandiu seus ensinos teológicos e fez novos “discípulos”, que estão dando continuidade aos seus ensinos. No próximo subponto será apresentado o nome dos principais discípulos de Hagin nos Estados Unidos, os quais deram continuidade e reforçaram com novos ensinos referentes à Teologia da Prosperidade.

3. Discípulos norte-americanos de Kenyon/Hagin

Kenneth Hagin Jr é o sucessor do ministério de seu pai, seguindo o mesmo caminho da Teologia da Prosperidade. Atualmente é presidente dos Ministérios Kenneth Hagin e pastor titular da “Igreja Bíblica Rhema”. É formado em teologia pela “Southwestern Assemblies of God University” e graduado na “Universidade Oral Roberts”, em Tulsa, Oklahoma. Hagin Jr iniciou seu ministério como pastor auxiliar e evangelista itinerante.87

Além de organizar faculdades de treinamento da “Rhema Bible” em vários países, Hagin Jr é Diretor da Internacional da “Rhema Ministerial Association International”, além de organizar a Conferência Anual de “A Call to Arms® Men’s”. Ademais, junto com sua esposa, Lynette, organizaram a “Rhema Praise”, programa de televisão semanal e a “Rhema for Today”, programa de rádio transmitido em todos os Estados Unidos, também realizaram campanhas, divulgando a mensagem de fé e cura em todo o mundo.88

Hagin Jr traz em seus ensinos aplicações de como o cristão deve andar, fala de amor e unidade entre os irmãos, uma vida de oração, ter fé, ter disciplina, ter fruto do Espírito, para viver uma vida sobrenatural.89 Hagin Jr afirma que o cristão deve desenvolver o ser humano espiritual em sua vida, adquirindo sabedoria no ministério, no lar, com a família, de como ser mordomo de Deus nas finanças, tudo para ter sucesso na vida, mas também ensina que, se o cristão ofertar continuamente logo terá muito dinheiro.90

Em seus escritos, Hagin Jr fala que Deus promete, na passagem de Marcos 11.24b, que o cristão pode ter aquilo que crê de acordo com a Sua Palavra, pois não coloca limite para dar tudo o que o cristão precisa.91 Sendo assim, Hagin Jr acredita que o cristão precisa exercitar a sua fé para receber as bênçãos de Deus, pois, à medida que sua fé cresce, o cristão passa para outro nível de fé. A bênção está relacionada ao trabalho que o cristão faz na obra de Deus, onde desfrutará de Suas bênçãos aqui nesta terra, ou seja, tudo está relacionado ao que o cristão faz, assim tem o direito de receber, pois parece que Deus está em dívida com o cristão.92

Hagin Jr também enfatiza a obediência para ser abençoado, isto é, se o cristão obedecer dando dízimos, sempre será abençoado e não terá mais problemas financeiros. Assim, não basta crer, deve obedecer para receber as bênçãos de Deus, pois a obediência sempre trará a vitória para o cristão, e se o cristão está passando por uma dificuldade (derrota) é porque está em desobediência.93 Conforme Hagin Jr, a terra prometida dos cristãos é o que Deus tem prometido na Sua Palavra e tudo pertence a eles. As riquezas da terra prometida estão garantidas através da obediência, ou seja, as promessas realizadas e recompensas dadas vêm por obedecer à Palavra de Deus.94

Segundo Hagin Jr, o cristão tem autoridade para usar o nome de Jesus para expulsar demônios, as doenças e a pobreza, um tipo de triunfalismo que basta usar o nome de Jesus que tudo acontece como num passe de mágica.95 Nos seus ensinos, Hagin Jr orienta os cristãos a fazerem uma declaração de fé que diz:

Eu não posso ser derrotado e não vou desistir. Não preciso ser pobre porque o Senhor me destinou à abundância. Não preciso viver doente porque Deus me destinou à saúde. Não preciso ser derrotado porque o Senhor me destinou à vitória. Eu aceito tudo o que Deus destinou para mim, andarei no propósito que o Senhor tem para mim e tomarei as rédeas do meu futuro.96

Outro nome que se tornou adepto da Teologia da Prosperidade foi Kenneth Copeland. Ele é fundador e presidente da “Kenneth Copeland Ministries” em Fort Worth, Texas. Além de escritor, atua como ator em filmes evangélicos. Também possui escritórios do seu ministério em todo o mundo: Estados Unidos, Canadá, África, Ásia, Austrália, Europa, Ucrânia e América Latina. Seu ministério atinge milhões de pessoas em todo o mundo por meio de transmissões diárias e dominicais de TV, revistas, vídeos, áudios, convenções e campanhas nas redes sociais via internet.97

Copeland começou seu ministério trabalhando como coordenador no ministério de Oral Roberts, mas foi Kenneth Hagin que influenciou a vida de Copeland a seguir os ensinos da Teologia da Prosperidade. Consequentemente, Copeland memorizou as mensagens de Hagin, a ponto de estabelecer sua própria Teologia da Prosperidade.98

Segundo Hengraaff, Copeland afirma que Deus tem aproximadamente de 1,88 a 1,90 metro, pesa mais ou menos 90 quilos e o palmo de sua mão é de 23 centímetros. Para Copeland, embora Deus seja um ser sobrenatural, a sua aparência é muito parecida com a do ser humano. A passagem usada para tal ensino é de Isaías 40.12.99

Hanegraaff afirma que Copeland declara que a principal razão para Deus criar Adão foi o desejo de reproduzir a Si mesmo, ou seja, Adão não era um deus pequenino ou um semideus, ele era igual a Deus. Copeland diz que os cristãos não têm um deus em seu interior, sendo assim todo cristão é um deus.100 Para Copeland, o medo é uma força espiritual, e quando o cristão está lidando com o medo, está lidando com um espírito, uma das armas escolhidas por Satanás, que é alimentado por meio do intelecto no espírito do cristão. Sendo assim, o cristão tem que repreender os pensamentos de medo, uma vez que possui a substância da fé em seu espírito.101

Copeland afirma que a fé é uma força poderosa, tangível, condutora e compara com a força da gravidade, que faz a lei da gravidade funcionar, pois a força da fé é que faz funcionar as leis do mundo espiritual.102 Esta fé, portanto, é a origem do poder de Deus.103

Segundo Copeland, Deus não pode fazer coisa alguma à parte da força da fé, pois sem essa força Deus não teria qualquer poder em favor do cristão. Nesse sentido, afirma que Deus ativa a força de fé mediante as palavras.104 O mundo e as forças físicas que o regem foram criados pelo poder da fé, ou seja, uma força espiritual (força da fé) que ativa as leis do mundo espiritual, e esta regra se aplica à prosperidade, pois há certas leis que regem a prosperidade na Bíblia.105 Então, para Copeland, todo cristão tem o direito de passar ordens no nome de Jesus, e toda vez que permanecer na Palavra, está comandando Deus a fazer o que ele quer.106

Na concepção de Copeland, após a queda de Adão no jardim, Deus precisava de um caminho para voltar à Terra, então Deus se aproximou de Abraão da mesma forma que Satanás o fez, mas não usou de engano para convencer Abraão, ao contrário fez uma proposta e ele aceitou.107 Então, desde que se estabeleceu a divina aliança, a prosperidade faz parte de suas provisões e todo cristão precisa saber que a prosperidade lhe pertence.108

Para Copeland, a prosperidade está ligada à bênção de Abraão e a pobreza está sob a maldição da Lei, mas Jesus levou a maldição da Lei em favor do cristão, pois derrotou Satanás e “arrancou-lhe” o poder. Agora não há razão para o cristão viver sob a maldição de Lei, nem viver em algum tipo de pobreza.109 Inclusive o princípio básico da vida cristã é saber que Deus depositou os pecados dos cristãos, doenças, enfermidades, aflições, pesares e pobreza sobre Jesus, no Calvário.110 Ele enfatiza que a verdadeira prosperidade é a habilidade de usar o poder de Deus para atender às necessidades da humanidade em todas as áreas da vida do cristão, isto é, na área financeira, física e espiritual. Além disso, Copeland dá outra aplicação para Marcos 10.17-23, ou seja, que o próprio Jesus explicou que o jovem era rico por ser fiel à lei judaica, mas, se tivesse dado as riquezas para Jesus, teria feito a maior transação financeira da sua vida e ficaria mais rico.111

De acordo com Copeland, na passagem de Marcos 10:30, Jesus promete cem vezes mais quando o cristão investe no Reino de Deus, isto é, a lei do retorno é cem vezes maior: o cristão recebe cem vezes mais do que dá. Também ensina, por meio de seu exemplo, que, se o cristão meditar e confessar a Palavra de Deus, aquela porção divina de fé torna-se viva em seu coração e o retorno do cem vezes mais acontece.112

Butler assegura que a ênfase principal no ministério de Copeland é a prosperidade material. Embora Copeland afirme que a acumulação de riqueza é o meio de abençoar o próximo e não de obter benefícios pessoais, não é o que acontece de fato, pois vive um estilo de vida pródigo fora dos papéis de seu ministério.113

Do mesmo modo, Morris Cerullo também se tornou adepto da Teologia da Prosperidade. Ele é um evangelista conhecido mundialmente e presidente do “Morris Cerullo World Evangelism”, fundado em 1961. Após oitenta e cinco anos de idade, viajou para os países em desenvolvimento do mundo, aproximadamente sete décadas consecutivas, onde ministrou em 93 nações, em mais de 400 cidades, nos 6 continentes, também treinou pessoalmente 5 milhões de líderes cristãos e ministrou para mais de um milhão de pessoas.114

Cerullo foi criado em um orfanato ortodoxo judeu, em Nova Jersey, até os quatorze anos de idade, quando entregou sua vida a Cristo. Por causa da fé, ele foi perseguido e, eventualmente, teve que deixar o orfanato. Também frequentou a escola hebraica no orfanato e escola pública até a idade de quinze anos. Naquela época, ele começou a pregar três a quatro vezes por semana nas igrejas locais, cujos convites cresciam de forma constante.115

Aos dezessete anos, sem dinheiro para pagar a taxa de matrícula, recebeu uma bolsa de estudos para estudar na “Escola da Bíblia Metropolitana de Nova York” onde se graduou. Morris recebeu mais dois doutorados honoris da “Faculdade de Florida Beacon” e da “Universidade de Oral Roberts”. Com vinte anos, começou a pastorear sua própria igreja de 15 membros, e devido a fundos limitados, ele serviu como pastor, zelador, homem de manutenção e paisagista. Em oito meses, sua igreja, uma vez pequena, tornou-se uma das maiores na Nova Inglaterra.116

Conforme Hanegraaff, Cerullo diz que Deus abriu a porta do inferno e ele viu o inferno de perto. A partir daí, Cerullo afirma que Deus o chamou para ser o porta-voz Dele, para revelar coisas que ainda não aconteceram.117 Cerullo também afirma que o propósito de Deus desde o início era se reproduzir, sendo assim todo cristão é divino e, quando uma pessoa olha para um cristão, está olhando para Deus.118

Cerullo também acredita que o medo é um espírito demoníaco que oprime os seres humanos para impedi-los de fazer a vontade de Deus e não serem usados pelos dons do Espírito Santo na igreja. Também afirma que o temor é a ferramenta do Diabo que mantém os cristãos com suas opiniões aprisionadas, faz uma aplicação das ofertas onde o Diabo coloca medo nas pessoas para não ofertarem certa quantia de dinheiro, assim perdem a sua vitória na área financeira. Usa-se a passagem de 2 Timóteo 1.7, para esse ensino.119

Para Cerullo, a passagem de Jó 3.25 ensina que os espíritos podem ser abrigados na mente e aquilo que a pessoa pensar vai acontecer, ou seja, se o cristão acolher o espírito do medo em seus pensamentos, vai proferir palavras de medo e aquilo que a pessoa teme acontecerá. Ele também afirma que existem dois tipos de forças espirituais no mundo, uma que provém de Deus (para o bem) e outra que provém se Satanás (para o mal) e é um deste dois tipos de espírito que pode controlar a mente do cristão.120

Segundo Hanegraaff, Cerullo diz que Deus o chamou para levantar fundos (dinheiro) para realizar a obra de Dele. Chega a dizer que é para os cristãos entregarem suas carteiras para que Deus seja o Senhor das suas finanças. Cerullo afirma que Deus diz para os cristãos serem obedientes à voz do seu profeta (Cerullo),121 pois Deus não faz nada antes de revelar o que vai fazer aos seus profetas.122

Em outro ensino, na sua Bíblia de estudo, Cerullo fala que Deus planejou escolher um povo que seria identificado pelo seu Nome e receberia as bênçãos e prosperaria acima de todos os outros povos da Terra. Por meio de Abrão (Gn 12.1-3), que foi escolhido para receber as bênçãos, estabeleceu-se a semente real e santa (Jesus), que multiplicou a semente de fé de Abrão e as bênçãos e a prosperidade são liberadas para seu povo (os cristãos) nos dias de hoje.123

Segundo Cerullo, nos últimos dias Deus vai transferir as riquezas dos ímpios para os cristãos. Uma das suas bases bíblicas favoritas do Antigo Testamento é a história do rei Salomão. Cerullo diz que, de toda a riqueza ajuntada na história da humanidade, a mais importante e incrível foi a do rei Salomão, que recebeu as riquezas dos ímpios, pois foi a transferência mais tremenda da humanidade.124 Ele também usa passagens do Novo Testamento para defender a Teologia da Prosperidade e cria passos para a vitória financeira. Uma das passagens é de Marcos 10:29-30, nesse texto ele enfatiza que a bênção centuplicada (cem vezes mais) pertence a todos os cristãos obedientes, pois todos os cristãos que ofertarem podem esperar cem vezes mais aqui nesta terra.125

Cerullo acredita que nas últimas décadas Deus já tem derramado poder sobrenatural para os cristãos conseguirem riquezas, por meio da sabedoria sobrenatural para administrar e ideias incríveis para gerar riquezas. Afirma que o próprio Deus revelou para ele que nos últimos dias o Seu propósito é abençoar e preparar os cristãos para receber as riquezas dos ímpios para usufruírem.126 Assim, ele acredita que a pobreza é escravidão, pois ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas de que necessitam, além de levá-las à depressão e o medo. Afirma que não é a vontade de Deus que a pessoa viva na escravidão da pobreza e que chegou a hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo (os cristãos), pois é o momento de Deus liberar uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e capacitará o cristão a colher com abundância.127

Segundo Paula, Cerullo ficou conhecido no Brasil por filiar-se ao Pastor Silas Malafaia e juntos lançaram uma campanha em rede nacional, onde os cristãos receberiam as riquezas que estavam nas mãos dos ímpios. Ainda mais, que o ano de 2011 seria o ano da “medida extra”, mas para receber a bênção o cristão teria que contribuir com uma oferta de R$ 911,00.128

Por fim, Frederick K. C. Price também faz parte dos pregadores da Teologia da Prosperidade. Ele é fundador e pastor da “Igreja Crenshaw Christian Center”, em Los Angeles, na Califórnia, e da “Igreja Crenshaw Christian Center East” em Manhattan, em Nova Iorque. Possui programa de televisão que se chama “Ever Increasing Faith” (Fé Sem Limites), e está no ar há mais de vinte anos, com audiência em quinze maiores centros da América, alcançando mais de quinze milhões de pessoas, além de possuir uma rádio que é ouvida por todo o globo. Em 1990, Price fundou o “Fellowship of Inner-City Word of Faith Ministries” (Convenção dos Ministérios Palavra da Fé da Periferia), que tem mais de 300 igrejas em todos os Estados Unidos. Também possui um título em Divindade pela Oral Roberts University e um diploma honoris do “Rhema Bible Training Center”.129

Segundo Hanegraaff, Price fala que Deus não pode fazer nada na dimensão terrena, exceto se o corpo de Cristo lhe der permissão. Price também acredita que Adão entregou a Terra ao Diabo, então Deus ficou impedido de entrar no reino da Terra, ou seja, não podia realizar nada. Decorrente deste fato, Deus precisava de um convite para voltar a Terra e viu Noé e outros, mas só com Abraão conseguiu ser convidado e retomar o seu plano de partida.130 De acordo com Hanegraaff, Price é um dos mais notáveis dentre os pregadores da Teologia da Prosperidade, sua igreja em Los Angeles tem cerca de 16 mil membros, diz que Kenneth Hagin foi o homem que mais influenciou seu ministério. Também se autodenomina o principal expoente do “Nomeie-o e Reivindique-o”, ou seja, aquilo que o cristão quer é só pedir e requerer a sua bênção. Ainda mais, a oração do Pai nosso não tem valor nenhum, pois quando o cristão diz: “Se for da Tua Vontade ou seja, feita a Sua Vontade” está chamando Deus de idiota.131

Para Price, a punição de Jesus ter morrido numa cruz não foi o suficiente para salvar pecadores; se fosse este o caso, os dois ladrões poderiam ter pago o preço. Para ele, a verdadeira salvação só aconteceu quando Jesus entrou no inferno e ficou separado de Deus, para que se cumprisse em si a sentença do pecador.132 Ele também ensina que fé é uma força que possui um poder próprio, e que o cristão tem que aprender a dominar sua fé, pois a fé é uma força real que, quanto mais o cristão a domina, mais tem o poder para resolver qualquer problema em sua vida, como quitar uma dívida ou receber uma cura. Enfatiza que realmente, se o cristão tiver fé, pode receber um milhão de dólares, mas para isto tem que requerer a força de fé e não apenas pensar sobre a possibilidade de ganhar essa quantia de dinheiro.133 Afirma que a fé é uma substância e para ativá-la tem que acreditar e confessar por meio das palavras que o cristão professa. Sendo a fé uma substância, ela pode ser usada para conquistar uma cura ou dinheiro no presente (aqui e agora). Para Price, tudo isto está disponível na Palavra de Deus, que é o reino do Espírito e isto vai além dos sentimentos.134

Segundo Price, a passagem de João 10:10 ensina que uma vida em abundância está disponível a todos os cristãos, pois Deus não faz acepções de pessoas. Ensina que, a partir do texto de Gálatas 3.13-14, todo cristão foi alcançado pela bênção de Abraão, pois Cristo redimiu o cristão da maldição da vida. Sendo assim, a prosperidade é para todos os cristãos; ainda mais, Deus criou riquezas em abundância nesta Terra como o diamante, para todos os cristãos possuírem.135

Price diz que Adão além de entregar a Terra a Satanás, também deu todo o ouro, toda a prata, todas as pérolas, diamantes, rubis, mas Jesus reconquistou todas estas coisas de Satanás e agora pertencem a todos os cristãos. Outro fator para receber todas estas bênçãos é usar o nome de Jesus.136

Price entende e ensina, por meio da passagem de Atos 10.35, que quanto mais o cristão der, mais ele receberá em troca. Isso acontece automaticamente, pois a semente semeada sempre será multiplicada e terá em abundância. Price também usa a passagem de 2 Coríntios 9 para ensinar “a lei da reciprocidade”, isto é, aquilo que o cristão ofertar vai receber muito mais do que ofertou.137 Conforme Hanegraaff, Price afirma que Jesus e seus discípulos não eram pobres, por isso ele possui um Rolls Royce, desta forma está seguindo os passos de Jesus. Comenta que a Bíblia diz que Jesus deixou o exemplo para que todos os cristãos seguissem os seus passos.138

Para Price, Jesus era rico, pois tinha um tesoureiro chamado Judas Iscariotes, que roubou durante três anos e meio a sacola que continha dinheiro. Em consequência disto, Jesus devia possuir alguma coisa além daquela necessária para o dia a dia, pois quem tem sacola é porque tem dinheiro sobrando.139

Há outros discípulos da Teologia da Prosperidade de Kenyon/Hagin nos Estados Unidos e outros países, ensinando e incrementando este novo ensino, desviando o verdadeiro foco do Evangelho. Neste ponto, foram apresentados apenas quatro discípulos de Kenneth Hagin que têm propagado tais ensinos referentes a área financeira.

4. Teologia da Prosperidade na atualidade e a visão sobre as bênçãos financeiras para o cristão

Conforme Pieratt, na atualidade, algumas igrejas brasileiras têm enfrentado vários problemas na área eclesiástica (interpretação, doutrinária, teológica) e social (pobreza, analfabetismo, corrupção política). Isso faz com que algumas igrejas brasileiras (tradicionais e pentecostais) sejam influenciadas por novos ensinos bíblicos, no qual a Teologia da Prosperidade tem se destacado.140

Pieratt afirma que, no contexto da igreja protestante atual, a Teologia da Prosperidade trouxe uma nova interpretação da mensagem do Evangelho, em que a solução de problemas (saúde perfeita e prosperidade) está sendo mais enfatizada que as boas novas (perdão dos pecados e salvação em Cristo Jesus). Esse movimento tem recebido nomes, como: “Palavra da Fé, Ensino da Fé, Confissão Positiva, Evangelho da Prosperidade”.141

Segundo Romeiro, a Teologia da Prosperidade ensina que, se o cristão tem algum problema em qualquer área de sua vida, é porque não tem fé, ou seja, ser pobre ou estar doente são resultados notórios de derrota, em decorrência da prática do pecado ou por causa da fé limitada. Para a Teologia da Prosperidade, a marca do “verdadeiro” cristão consiste em ser cheio de fé, bem-sucedido, gozar de saúde física, emocional e espiritual, acrescentada de prosperidade material.142

No Brasil, a Teologia da Prosperidade tem prometido solução para desemprego, caminhos fechados, dificuldades financeiras, depressão, solidão, casamento destruído, problemas sexuais, doenças como: AIDS, câncer, dor na coluna, dor de cabeça, insônia e outros. Diante de tal proposta, a Teologia da Prosperidade atrai um grande número de pessoas que passam por essas dificuldades. Isto acontece em forma de barganha, ou seja, o fiel deve ofertar para receber as bênçãos de que precisa. Desta forma, em pouco tempo, usando este tipo de ensino, forma-se uma igreja grande, pois quem não gostaria de resolver seus problemas imediatamente?143

Gondim afirma que a Teologia da Prosperidade apresenta uma intepretação diferente do cristianismo histórico e da ortodoxia reformada do século XVI. Em consequência disso, este novo ensino pode trazer um sério risco para as futuras gerações, que receberão um evangelho diferente, comprometendo a pureza e a simplicidade do evangelho ensinado por Jesus e seus apóstolos.144

Tudo isto ocorre porque em algumas igrejas brasileiras há uma carência na área teológica, em que falta conhecimento de sua raiz histórica, de onde provêm as principais doutrinas do cristianismo, tais como: a autoridade das Escrituras, justificação pela graça mediante a fé, a centralidade de Cristo e outros.145

A influência da teologia norte-americana em algumas igrejas brasileiras tem promovido um evangelho mais prático que reflexivo, ou seja, o que importa é “fazer”, não importa se o ensino está “certo”. Os resultados positivos, mesmo com ensinos duvidosos, e o crescimento numérico de membros nas igrejas, são mais importantes que uma teologia bíblica. Outro fator questionável é que uma parte do povo brasileiro se importa muito mais com o que sente, o crer está relacionado ao fator experimental com uma base subjetiva de fé; quer dizer, a experiência é mais importante do que uma verdade bíblica.146

Romeiro afirma que a falta de conhecimento teológico em algumas igrejas tem sido o fator principal para receberem influência dos ensinos da Teologia da Prosperidade e, em consequência disso, muitos ensinamentos bíblicos, como salvação, justificação, santificação e outros, são deixados em segundo plano. Desse modo, muitos cristãos têm deixado de seguir o que a Bíblia diz e têm seguido pregadores da TV, com seus ensinamentos triunfalistas ensinados pela Teologia da Prosperidade.147

Romeiro também destaca alguns pontos positivos que a Teologia da Prosperidade ensina, como: fazer orações com fé, crer verdadeiramente nas promessas de Deus e possuir uma mente positiva. Pois, conforme a Teologia da Prosperidade, um cristão não pode ser pessimista, mas deve refutar os ensinos contrários à Palavra de Deus com seus pontos negativos, como limitar a soberania de Deus, dizer que Jesus morreu espiritual e fisicamente recebendo a natureza de Satanás, divinizar o ser humano.148

Para Romeiro, a Teologia da Prosperidade tem suas origens no “movimento religioso” chamado gnosticismo, o qual era conhecido nos séculos I e II da era cristã. Esse grupo dizia que havia uma verdade especial, mais elevada, acessível somente aos iluminados por Deus. Sendo assim, esta “verdade especial” dos gnósticos e os novos ensinos da Teologia da Prosperidade são diferentes dos ensinamentos bíblicos.149

Segundo Hanegraaff, aqueles que fazem parte da Teologia da Prosperidade em sua maioria não estão filiados a uma organização religiosa monolítica, pois não sustentam os mesmos ensinamentos, eles não seguem as mesmas crenças acerca de cada ponto doutrinário. Mas, no conjunto, defendem as doutrinas centrais (saúde perfeita e prosperidade) que os colocam dentro do mesmo foco geral da Teologia da Prosperidade.150

Assim, as igrejas que ensinam a Teologia da Prosperidade se encaixam mais no termo sectário do que uma seita. Deste modo, uma seita é composta de grupos que têm um conjunto uniforme de doutrinas, estruturas organizacionais rigidamente definidas e monolíticas, enquanto as igrejas que ensinam a Teologia da Prosperidade são multifacetadas e diversificadas em suas crenças, ensinos e práticas. Alguns grupos que ensinam a Teologia da Prosperidade são classificados como seita151, mas a palavra “sectário” pode ser aplicada com mais propriedade aos grupos em si, ou seja, assim como outros grupos, compõem-se de vários grupos, cada qual com suas particularidades, mas compartilhando um tema, uma visão e um alvo em comum.152

Conforme Pieratt, os ensinos da Teologia da Prosperidade ocorrem devido a uma interpretação equivocada dos textos bíblicos, pois seus adeptos não negam nenhuma doutrina básica nem buscam outro fundamento que não seja Cristo e os apóstolos. Segundo Pieratt, estes grupos compreendem a Bíblia de forma bem moderada de interpretação que reflete pressuposições contemporâneas sobre aquilo que o ser humano pode esperar da vida, por isso abandonam pontos importantes para uma interpretação bíblica mais coerente.153 Além disso, Pierat afirma que o cristão pode ter uma doutrina bíblica correta, mas ter um estilo de vida incorreto, ou seja, é possível ter uma vida religiosa, mas na verdade viver uma vida na prática do pecado. Também é perigoso não ter uma vida de estudo bíblico sério, pois compromete a ética cristã.154

Romeiro lembra que a igreja primitiva do Novo Testamento já alertava os cristãos para cuidar com os desvios doutrinários. Paulo advertia os líderes da igreja de Éfeso para ficarem atentos, pois falsos profetas (lobos vorazes) se introduziriam no corpo de Cristo, ensinando heresias para desviar o povo de Deus (At 20.28-30), e Pedro também advertia a igreja de que falsos profetas surgiriam com heresias destruidoras, ensinando o povo de Deus a viver uma vida imoral, zombando do senhorio de Cristo (2 Pe 2.1-2).155

Para Gondim, vale a pena lembrar que existem líderes que ensinam e vivem de fato uma teologia heterodoxa, mas são realmente sinceros, muitas vezes mais sinceros que aqueles que se chamam ortodoxos, porém sua vontade de servir a Deus deve conter uma teologia bíblica verdadeira.156 Hanegraaff afirma que existem muitos crentes sinceros dentro deste movimento, e outros que também se achegam neste movimento que estão alheios aos ensinamentos da Teologia da Prosperidade, pois não conseguem compreender e discernir os ensinos apresentados pelos líderes deste movimento, mas nem sempre é este o caso.157 Mas, como afirma Pieratt, todos os pastores e líderes da igreja têm a responsabilidade de examinar e avaliar cuidadosamente qualquer doutrina que desafie o cristianismo bíblico. Também é necessário lembrar que não se pode questionar a salvação das pessoas que estão dentro deste movimento, toda correção deve ser feita com amor.158

De certa forma, a Teologia da Prosperidade, como doutrina, é um ensinamento novo na história da igreja, pois parece que nada parecido com este ensino foi visto antes. Entretanto, isso não quer dizer que ele surgiu de modo repentino. Como todo movimento ele se desenvolveu com o tempo, ou seja, tem raízes ligadas a pessoas, épocas e lugares diversos, todo ensino tem uma origem e a Teologia da Prosperidade não é diferente.159

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Teologia da Prosperidade, também conhecida por Palavra de Fé, Ensino da Fé, Confissão Positiva e Evangelho da Prosperidade, tem influenciado algumas igrejas tradicionais e pentecostais brasileiras. Esta Teologia traz uma nova interpretação, que troca as boas novas por solução de problemas. Também ensina que a marca do cristão verdadeiro consiste em ter muita fé, ser bem-sucedido, ter boa saúde física, emocional e espiritual, isto inclui a prosperidade financeira, mas, se o cristão é pobre ou está doente, são resultados de pecado ou falta de fé. Neste aspecto, a Teologia da Prosperidade tem atraído grande número de pessoas que passam por estas dificuldades, mas, para receber estas bênçãos, inclusive a financeira, o cristão tem que ofertar na igreja para recebê-las, em forma de barganha.

Um dos motivos da Teologia da Prosperidade ter ganho espaço nas igrejas brasileiras é a carência na área teológica. Neste sentido, há falta de conhecimento das principais doutrinas do cristianismo, como a autoridade das Escrituras, justificação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo e outros. Outro fator negativo é que uma parte do povo brasileiro se importa mais com a experiências pessoais do que com as verdades bíblicas. A consequência desse ensino é trazer um sério risco para as futuras gerações, que receberão um evangelho diferente, comprometendo a simplicidade do evangelho ensinado por Jesus Cristo e seus discípulos.

A origem da Teologia da Prosperidade está ligada ao gnosticismo, movimento religioso do século I e II depois de Cristo. Este grupo afirmava ter uma verdade especial, mais elevada, que era acessível somente aos “iluminados” por Deus. Neste aspecto tanto os gnósticos como os ensinos da Teologia da Prosperidade vão além dos ensinos das Sagradas Escrituras, pois são diferentes dos ensinos bíblicos. Os adeptos da Teologia da Prosperidade, na sua maioria, são pessoas ligadas a igrejas neopentecostais, pois elas não sustentam os mesmos ensinamentos doutrinários, mas apenas concordam com as doutrinas referentes à saúde perfeita e à prosperidade financeira.

Na igreja primitiva, os apóstolos já alertavam os cristãos para cuidar dos desvios doutrinários, pois os falsos profetas se infiltrariam na igreja e introduziriam falsos ensinos para desviar o povo de Deus. Desta forma, os pastores e líderes das igrejas têm a responsabilidade de examinar e avaliar cuidadosamente qualquer doutrina que seja diferente dos ensinos bíblicos.

A Teologia da Prosperidade teve origem nos Estados Unidos, no ano de 1930. Seu fundador foi Essek William Kenyon, que, apesar de ter passado por igrejas tradicionais e pentecostais, foi influenciado pelos ensinos filosóficos pelas seitas metafisicas conhecidas como Igreja da Ciência religiosa, Ciência Cristã e outros. Sua pregação principal era sobre cura divina e suas principais posições doutrinárias foram: o ser humano é dividido em espírito, alma e corpo, porém o mais importante é o espírito; Deus criou o mundo pela palavra da fé e todo cristão deve proferir palavras da fé para ter aquilo que deseja, inclusive Kenyon usou a palavra da fé para ganhar dinheiro; ensinando que, na queda, Adão perdeu a autoridade sobre a terra e Satanás se tornou o deus deste mundo e, que por meio da confissão positiva, com o tipo de fé de Deus, o cristão pode vencer a doença e a pobreza.

Embora Kenyon seja o fundador da Teologia da Prosperidade, foi Kenneth Hagin que popularizou este ensino, que é hoje em dia um dos maiores movimentos que tem crescido no mundo evangélico na atualidade. Hagin ensinava que a prosperidade financeira era um direito do cristão, pois fazia parte da expiação feita por Jesus Cristo na cruz do Calvário, e que tanto a doença como a pobreza nunca representaram a vontade de Deus. Hagin criou algumas fórmulas e afirmava que estas poderiam livrar os cristãos da miséria, bastava seguir um conjunto de regras de cinco condições para alcançar seus direitos na área da saúde e da prosperidade financeira nesta vida.

Muitos discípulos de Hagin estão levando adiante os seus ensinos, como se era de esperar, também estão aprimorando os ensinos referentes à prosperidade financeira, como seu filho Kenneth Hagin; Kenneth Copeland; Morris Cerullo e Frederick K. C. Percebe-se que a doutrina da Teologia da Prosperidade, iniciada por Kenyon, foi popularizada e aperfeiçoada por Hagin, principalmente na parte da prosperidade financeira. Hagin, por sua vez, ganhou adeptos que continuaram a ensinar e aprimorar os ensinos referentes a riquezas, sendo que este ensino parte do pressuposto de um entendimento extrabíblico, pois possui uma interpretação voltada principalmente aos desejos humanos de ter uma vida cheia de fartura e regalias aqui nesta terra.

REFERÊNCIAS

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1 Gabriel Maurilio é Bacharel em Teologia, com Integralização de Créditos pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (2013), Pós-graduado em Exegese e Interpretação Bíblica pelas Faculdades Batista do Paraná (2014) e Mestre em Teologia Profissional – Leitura e Ensino de Bíblia pelas Faculdades Batista do Paraná (2018). E-mail: gabrielmaurilio7@gmail.com

2 Marivete Zanoni Kunz é bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná (Curitiba, 2000); licenciada em Pedagogia pela UNIJUÍ (Ijuí, 2007); mestre em Teologia (Bíblia) pela EST (São Leopoldo, 2006); doutora em Teologia (Bíblia) pela EST (São Leopoldo, 2012). Professora da Faculdade Batista Pioneira em Ijuí e das Faculdades Batista do Paraná. E-mail: marivete@batistapioneira.edu.br

3 Evangelho significa a boa notícia da parte de Deus que deu seu único Filho, Jesus Cristo, que trouxe salvação ao ser humano, morrendo numa cruz pelos pecados da humanidade.

4 PIERATT, Alan. O evangelho da prosperidade. Tradução de Robinson Malkomes. São Paulo: Vida Nova, 1996, p. 21.

5 ROMEIRO, Paulo. Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. 2.ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 22-23.

6 PIERATT, 1996, p. 28.

7 ROMEIRO, Paulo. Decepcionados com a graça: esperança e frustações no Brasil neopentecostal. São Paulo: Mundo Cristão, 2005, p. 90.

8 Metafísica: significa literalmente após a física; aquilo que está além da física, que a transcende.

9 GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. São Paulo: ABBA Press, 1993, p. 44-45.

10 HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em crise. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 361-362.

11 HAGIN, Kenneth. Eu creio em visões. Rio de Janeiro: Graça, 1996, p. 2-4.

12 HAGIN, 1996, p. 5-24.

13 BÍBLIA. Português e Grego. Bíblia Sagrada. Novo Testamento interlinear. Versão Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004, p. 178.

14 HAGIN, 1996, p. 21-22.

15 HAGIN, 1996, p. 24.32.

16 ROMEIRO, 2007, p. 31.

17 HANEGRAAFF, 1996, p. 362.

18 KENYON, E. W. The father and his family. Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1964, p. 48.

19 KENYON, E. W. The Blood Covenant. Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1969a, p. 14-16.

20 KENYON, E. W. What happened from the cross to the Throne? Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1969c, p. 20,33.

21 KENYON, E. W. The two kinds of Faith. Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1969b, p. 10,28.

22 KENYON, E. W. The kinds of righteousness: the most importante message ever offered to the church Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1942, p. 5.

23 KENYON, E. W. New creation realities. Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, [s.d.], p. 127-128.

24 KENYON, 1964, p. 38-40.

25 KENYON, E. W. Identification. Lynnwood, WA: Kenyon Gospel, 1981, p. 15-16.

26 ROMEIRO, 2005, p. 91.

27 GONDIM, 1993, p. 51.

28 GONDIM, 1993, p. 52.

29 HAGIN, Kenneth. O homem em três dimensões. Rio de Janeiro: Graça, 2004, Vol. 1, p. 8-20.

30 BETZ, Otto. In: BROW, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Tradução de Gordon Chown. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, Vol. 2, 1535

31 GONDIM, 1993, p. 52.

32 GONDIM, 1993, p. 55.

33 HAGIN, Kenneth. O espírito humano. Rio de Janeiro: Graça, 1988b, p. 10.

34 GONDIM, 1993, p. 56.

35 HAGIN, Kenneth. O nome de Jesus. Rio de Janeiro: Graça, [s.d.]d, p. 92.

36 PIERATT, 1996, p. 57.

37 PIERATT, 1996, p. 57-58.

38 HAGIN, 1988b, p. 15.

39 HAGIN, Kenneth. Redimidos da miséria, da enfermidade e da morte. Rio de Janeiro: Graça, 1988c, p. 4.

40 HAGIN, Kenneth. A oração que prevalece para a paz. Rio de Janeiro: Graça, 2005, p. 121-122.

41 HAGIN, Kenneth. A autoridade do crente. Rio de Janeiro: Graça, [s.d.]a, p. 32-34.

42 HAGIN, Kenneth. Como ser dirigido pelo Espírito de Deus. Rio de Janeiro: Graça, [s.d.]b, p. 129-130.

43 HAGIN, Kenneth. É necessário que os cristãos sofram? Rio de Janeiro: Graça, 1988a, p. 20.

44 HAGIN, Kenneth. Novos limiares da fé. Rio de Janeiro: Graça, [s.d.]c, p. 67.

45 GONDIM, 1993, p. 32.

46 HAGIN, 1996, p. 48.

47 HAGIN, 1996, p. 49-52.

48 PIERATT, 1996, p. 38-39.

49 HAGIN, 1996, p. 52-56.

50 HAGIN, 1996, p. 73-74.

51 GONDIM, 1993, p. 29-31.

52 HAGIN, 1996, p. 73-77.

53 HAGIN, [s.d]b, p. 118-119.

54 PIERATT, 1996, p. 44-46.

55 PIERATT, 1996, p. 64-65.

56 HAGIN, [s.d.]d, p. 30.

57 HAGIN, Kenneth. Zoe: a própria vida de Deus. Rio de Janeiro: Graça, [s.d.]e, p. 72.

58 HAGIN, Kenneth. Compreendendo como combater o bom combate da fé. Rio de Janeiro: Graça, 2002a, p. 53-54.

59 HAGIN, 2002, p. 9.

60 HAGIN, [s.d.]d, p. 53.

61 HAGIN, Kenneth. O que fazer quando a fé parece ser fraca e a vitória perdida. Rio de Janeiro: Graça, 1987, p. 102.

62 HAGIN, [s.d.]e, p. 79.

63 HAGIN, [s.d.]c, p. 57.

64 SILVA, Agenor Martins. Jesus Cristo, o rosto misericordioso do Pai: prosperidade ou redenção? 2016. Tese de (Mestrado) – Faculdade EST, São Leopoldo. Disponível em: http://dspace.est.edu.br:8080/jspui/handle/BR-SlFE/663. Acesso em: 27 set. 2017

65 HAGIN, [s.d.]c, p. 63.

66 HAGIN, 1988c, p. 13.

67 HAGIN, [s.d.]a, p. 22.

68 HAGIN, 2005, p. 100.

69 HAGIN, [s.d.]d, p. 53-54.

70 PIERATT, 1996, p. 74.

71 BARBIERI Jr, Walter. A troca racional com Deus: a teologia da prosperidade praticada pela Igreja Universal do Reino de Deus analisada pela perspectiva da Teoria da Escolha Racional. 2007. Tese (Mestrado em Ciências da Religião) – PUC, São Paulo. Disponível em: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/2019. Acesso em: 27 set. 2017.

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142 ROMEIRO, 2007, p.19.

143 PIERATT, 1996, p. 17-18.

144 GONDIM, 1993, p. 6.

145 GONDIM, 1993, p. 9.

146 GONDIM, 1993, p. 9.

147 ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em crise. São Paulo: Mundo Cristão, 1997, p. 15-16.

148 ROMEIRO, 2007, p. 20.

149 ROMEIRO, 2007, p. 21.

150 HANEGRAAFF, 1996, p. 15.

151 Seita na atualidade é todo grupo ou igreja fundamentada em interpretações equivocadas em relação a Bíblia Sagrada.

152 HANEGRAAFF, 1996, p. 47-48.

153 PIERATT, 1996, p. 15.

154 PIERATT, 1996, p. 18.

155 ROMEIRO, 2007, p. 15-16.

156 GONDIM, 1993, p. 7.

157 HANEGRAAFF, 1996, p. 43.

158 PIERATT, 1996, p. 19.

159 PIERATT, 1996, p. 19-20.

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