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ZACHARY CLAY TAYLOR: Instrumento de Deus para organizar o trabalho Batista - o começo da história missionária batista no Brasil

Zachary Clay Taylor: God’s instrument to organize Baptist Work - the beginning of baptist missionary history in Brazil

Drando. Josemar Valdir Modes1

RESUMO

O artigo apresenta uma síntese da vida do missionário Zachary Clay Taylor, que, junto com a sua esposa, Kate Stevens Crawford Taylor, trabalharam na plantação de igrejas batistas no Brasil, com foco bem específico e centralizado no Estado da Bahia. Taylor foi o missionário de um Estado apenas, da criação da página impressa e da divulgação da doutrina batista, necessária para a saúde das igrejas plantadas e para a criação de uma identidade batista.

Palavras-chaves: Missionário. Brasil. Igreja.

ABSTRACT

The article presents a synthesis of the life of the missionary Zachary Clay Taylor, who, along with his wife, Kate Stevens Crawford Taylor, worked in the plantation of Baptist churches in Brazil, with a very specific and centralized focus in the State of Bahia. Taylor was the missionary of a state alone, of the creation of the printed page and of the spreading of Baptist doctrine, necessary for the health of the planted churches and for the creation of a Baptist identity.

Keywords: Missionary. Brazil. Church.

Introdução

A obra missionária requer intenso trabalho de planejamento e de organização para que se perpetue e avance. Falhar nesta organização pode representar o mais concreto fracasso. Como se sabe, o trabalho batista no Brasil tem avançado e continua avançando, de forma organizada e com propósitos e embasamentos claros. Esta forma de pensar batista, impregnada em cada um dos membros das diversas comunidades que compõem a Convenção, está intimamente ligada ao missionário Zachary Clay Taylor e sua ênfase de trabalho.

O material sobre a sua trajetória missionária é bem menor do que a obra que cita seu colega de trabalho, o missionário Bagby. Ele também viveu muito menos do que Bagby e a ele não são creditados tantos inícios em diferentes lugares. Seu trabalho foi mais discreto. Bagby pode ser citado como o missionário de um país apenas; Taylor será apresentado como o missionário de um Estado brasileiro apenas. Mas esta microprojeção não diminui a grandeza deste homem de Deus e nem mesmo a sua trajetória. Bagby foi o missionário expansivo que foi porque teve ao seu lado um Taylor pensando na organização das igrejas; Taylor pôde fazer o que melhor sabia fazer, porque Bagby expandiu o número de congregações batistas em todo o Brasil. Os dois se complementam.

A grandeza de Taylor também está relacionada a alguns outros nomes que cooperaram para que ele tivesse a vocação missionária ao Brasil e desempenhasse o papel que desempenhou. Sua esposa foi a sua grande ajudadora. Ela informava a Junta Missionária sobre o andamento dos trabalhos. O General Hawthore e o seu amigo Bagby foram os grandes influenciadores para que os Taylor viessem ao Brasil. O ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque acompanhou Taylor em muitos trabalhos, auxiliando-o na expansão da obra missionária.

Em sua trajetória de vida, a família Taylor é exemplo de abnegação e determinação. Enfrentam a doença grave de Kate sem parar de trabalhar. Taylor abriu mão de uma carreira promissora para vir a um lugar distante, com poucos recursos. Foi destemido em não abrir mão de conceitos que considerava cruciais para o estabelecimento de uma igreja sadia, princípios importantes para a solidez doutrinária da denominação batista. Estas experiências de vida e do campo missionário que se explorará nesta obra, a partir de registros feitos por carta, pelo missionário e esposa, bem como de material organizado pela Convenção.

1. a preparação para o campo missionário

1.1 Nascimento, criação e chamada ministerial

Zachary Clay Taylor nasceu em Jackson, Mississipi, no ano de 1951.2 Seu pai, B. W. Taylor ,era diácono batista, envolvido nos trabalhos da igreja. Seu avô, William Taylor, era ministro batista na Carolina do Norte. Esta base eclesiológica contribuiu para a sua formação ministerial e o desejo pelo envolvimento no pastorado.3 Sua mãe, Sallie E. Cordell, é descrita nas biografias como pessoa exemplar em tudo o que realizava.

Na sua adolescência mudou-se para a cidade do Texas, em 1865.4 Sua família tinha muitas posses, mas por causa da Guerra da Secessão perdeu tudo e, por isso, precisou sair de onde morava. Um dos destinos cogitados pela família era o Brasil. Mas, diante dos desafios de estabelecimento num país diferente, optaram pelo Texas. Não há indícios claros de quanto esta possível decisão de vinda ao Brasil tenha influenciado na visão sobre o trabalho neste País, mas é provável que tenham contribuído na decisão.5

Aos 18 (dezoito) anos Taylor foi batizado, tornando-se membro da Igreja Batista da Liberdade, de Houston Country. Logo após a sua conversão, Deus passou a incomodá-lo acerca de um envolvimento maior no Reino. Sobre a sua experiência de conversão e chamada, Taylor relata:

Houve assim uma inteira modificação em minha vida. Um irmão sugeriu-me ler o Texas Baptist Herald. Li-o com grande interesse. Tenho sede de mais conhecimento. Consegui outros jornais. Comecei a ir à escola e a ensinar, alternadamente, estudando medicina à noite enquanto ensinava.

Em 1875, entrei para a Baylor University, onde terminei um curso literário em 1879. Trabalhei na Sociedade Bíblica Americana. Fui consagrado ao Ministério da Palavra, em junho de 1879, em Independence. (...) Ensinando agrimensura, capacitei-me a entrar no Southern Baptist Teological Seminary, em fev. de 1881. Nos seis primeiros meses de minha conversão senti que haveria um trabalho para eu fazer. Tive muito problema para decidir esta questão. Qualquer trabalho era preferível àquele de pregar. (...) Um dia, meu pai veio ver-me, encontrou-me em lágrimas. Perguntando-me a causa, expliquei-lhe os meus sentimentos. Advertiu-me para ser cuidadoso na minha decisão. Ele prometeu cooperar comigo nas orações. (...) Por fim, senti que não poderia ser feliz, a não ser que eu pregasse.6

1.2 Formação acadêmica e ministerial

Taylor estudou nas universidades de Waco e Baylor, formando-se em 1879.7 Seus estudos começaram em 1869, na Universidade de Waco, onde se graduou Bacharel em Artes8. O contato com jovens vocacionados ao Ministério nesta Universidade confirmou a chamada em Taylor, dando-lhe a certeza de que deveria servir a Deus. Como ele mesmo expressou:

O encontro com jovens ministros, na Waco University, trouxe-me a decisão. Vendi meus livros de medicina e, doravante, meu preparo foi para o ministério. Enquanto na Waco University, ouvi o nosso missionário E. Z. Simons, e outros, sobre missões. Isso levou-me a investigar o assunto e também as necessidades dos diferentes campos.9

Em 1875, ele se transferiu para a Universidade de Baylor, onde recebeu o grau de Mestre em Teologia (1879). Nesta Universidade, ele sentiu pela primeira vez o desejo de pregar no Brasil. Esta confirmação de qual seria seu campo missionário veio antes da confirmação experimentada por seu amigo Bagby. Aqui já se evidenciam detalhes da diferença entre Bagby e Taylor: um tende a ser mais cauteloso nas decisões, enquanto o outro vivencia um senso de urgência enorme.

Foi nesta Universidade também que a visão e a paixão pelo Brasil foram estimuladas. Várias pessoas foram usadas por Deus para este sentimento.

Naquele tempo as perspectivas para o Brasil eram obscuras. (...) achei logo um conselheiro no Dr. W. C. Crane, presidente da Baylor University. Ele me encorajou e me deu informações que me levaram a corresponder-me com o Rev. Richard Ratcliff, que tinha retornado do Brasil. (...) Esta correspondência resultou na escolha do irmão Ratcliff pela Sociedade Missionária da Universidade, como seu orador no final do período escolar. Sua conferência e visita foram de muito benefício para mim.10

Fica evidente que a Universidade de Baylor foi significativa em termos de delineamento das projeções ao Brasil e de que foi lá que veio a certeza de que este seria o seu campo de trabalho, antes mesmo de Bagby sentir-se vocacionado para este campo de trabalho. O pastor Ratcliff falou muito a Taylor sobre a realidade do Brasil.11 Um livro que auxiliou Taylor a conhecer o Brasil e também a ter o interesse pelo trabalho aqui foi a obra intitulada “O Brasil e os Brasileiros”.12

Também em Baylor que se estabeleceu o contato entre Taylor e o doutor H. A. Tupper, que o ajudou a direcionar seus estudos para o Brasil. Quando Taylor terminou seu curso na Universidade de Baylor, em 1879, trabalhou por um tempo primeiro, para levantar recursos com vistas ao ingresso no Seminário de Louisville. Como estava trabalhando em uma igreja, ele foi ordenado13 “ao ministério e exerceu seu primeiro pastorado na cidade de Runnels.”14 O propósito de Taylor era concluir o curso de teologia, que durava três anos, mas, diante da insistência do general Hawthorne e de seu amigo Bagby, ele deu os encaminhamentos para a antecipação da vinda ao Brasil.

Em 1881 trancou o seminário, pois já tinha em mente a urgência do campo missionário, para passar um período de férias no Kentucky. Sabia que precisaria fazer algo especial, só não tinha a confirmação final. Foi neste período de descanso, mais especificamente em 15 de junho de 1881, que ele recebeu o pedido urgente de mudança para o Brasil de seu amigo Bagby e do general Hawthorn. Orou sobre o assunto e decidiu viajar com o general Hawthorn para levantar recursos que visavam ao custeio da sua vinda ao Brasil. A resposta que ele buscava foi alcançada através deste contato.15

1.3 O casamento com Kate Stevens Crawford

Taylor se casou com Kate no Natal de 1881. A cerimônia foi oficiada por Hawthorne.16 Ela era do Texas, nascida em 17 de fevereiro de 1862, sendo a segunda filha de uma família piedosa e envolvida com o trabalho missionário. O pai de Kate chegou a ser pastor de uma igreja por um período de tempo.17 O tio de Kate era missionário na China, o que despertou nela o desejo pelo trabalho missionário pelo mundo.

Aos 17 anos, acompanhou seu pai numa viagem até Atlanta, Georgia, para participar da Convenção. Lá ela esteve em contato com o seu tio, o doutor Crawford, que veio do campo missionário para compartilhar seu testemunho com os convencionais. A Convenção marcou a vida de Kate: ela se converteu com o testemunho do tio e passou a sonhar com o trabalho missionário. Nos anos seguintes ela trocava cartas com seu tio, desejando muito ir para a China, porém Deus a conduziu ao Brasil.18

A mãe de Kate foi a grande responsável por sua sede de conhecimento. Ela a incentivou a ingressar na Universidade de Salado e, ao concluir o curso em 1879, passou a conciliar uma pós-graduação com o exercício do magistério. O encontro com Zachary Clay Taylor apenas confirmou o que ela já vinha pensando acerca do trabalho transcultural: o Brasil era o lugar onde Deus a queria. 19

Kate auxiliou seu esposo por muitos anos no trabalho missionário, na cidade da Bahia, principalmente.20 Sua forma de tratar bem as brasileiras atraía a atenção daqueles que tinham contato com ela. A hospitalidade e a visitação foram duas marcas bem presentes na esposa de Taylor.21 Muitas das informações repassadas à Junta foram escritas pelas mãos de Kate, que vivenciava a realidade do campo de forma muito intensa.22

Ela faleceu aos 32 anos, vítima de câncer.23 O tumor foi localizado abaixo do joelho no ano de 1892 e, como as possibilidades do tratamento eram bem escassas no Brasil e havia uma grande possibilidade de que sua perna devesse ser amputada, recomendados por médicos brasileiros, eles retornaram aos EUA para buscar o melhor tratamento. Lá a amputação foi realizada e Kate pode levar ao fim a sua quarta gestação de forma tranquila. Aparentemente curada, ela retornou ao Brasil com o esposo, realizando as suas atividades normalmente, com o amparo de muletas. Mas, dois anos após a cirurgia, o câncer se manifestou novamente e ela faleceu.24 Em sua autobiografia, Taylor registra as seguintes palavras à sua esposa Kate:

Eu dedico este livro, primeiramente, à memória de minha primeira esposa, Mrs. Kate Crawford Taylor, companheira fiel e ajudadora nos primeiros 12 anos de meu trabalho no Brasil, mãe de meus quatro filhos e que agora dorme debaixo das palmeiras do Cemitério Britânico da Bahia, aguardando a ressureição.25

2. a vivência no campo missionário

2.1 A viagem e o estabelecimento no Brasil

Os Taylor saíram dos EUA alguns dias após o seu casamento. Eles foram nomeados missionários no dia 03 de janeiro de 1882, e embarcaram na barca Sirene no dia 12 de janeiro de 1882, com destino ao Brasil. No dia 09 de março, chegaram a Campinas, e, no final de semana seguinte, Zachary pregou na igreja em Santa Bárbara.26

O período em São Paulo foi apenas temporário e passageiro. Com os Bagby, fizeram um levantamento acerca dos melhores locais para a plantação de uma igreja no Brasil e decidiram pela cidade de Salvador, na Bahia.27

2.2 O início e a expansão do trabalho

2.2.1 A Primeira Igreja Batista Brasileira

Taylor e Bagby permaneceram por um tempo na cidade de Santa Bárbara/SP, para se mudarem posteriormente à cidade de Salvador28, com o propósito de expandir o trabalho batista em solo brasileiro. Entenderam que este era o melhor lugar para começar o trabalho. Depois de um tempo trabalhando juntos, “após a saída de Bagby para o Rio de Janeiro e de Teixeira para Maceió, Taylor permaneceu à frente da igreja na Bahia29, porém não se limitou àquela única igreja, ou mesmo à capital. Foram várias e muito frutíferas as suas incursões para os interiores da Bahia”.30 Através dos contatos foram iniciadas diferentes frentes de trabalho na região e no Estado.

Ao comemorar o quarto aniversário da igreja da Bahia, em 15 de outubro de 1886, já sem Bagby e Teixeira, Taylor apresentou um relatório entusiasta, contabilizando 93 batismos, dois pastores brasileiros consagrados e mais dois que estavam pregando e se preparando para o ministério. A missão na Bahia contava com três igrejas, dez pontos de pregação, cinco pastores, dois obreiros, quatro diáconos e 120 batistas.31

Depois de 15 anos da sua presença em solo brasileiro, no ano de 1987, Taylor faz um relatório dos trabalhos batistas encabeçados por ele, mostrando que os avanços continuavam.32 No ano do relatório ele havia batizado 85 novos convertidos e a quantidade de visitas realizadas nas igrejas plantadas – seu alvo foi visitar cada uma delas pelo menos duas vezes – fizeram com que ele permanecesse cinco meses do ano fora da sua cidade e da sua casa, percorrendo os diferentes lugares.33

Fruto das incursões missionárias de Taylor e da extensão da igreja em Salvador foram organizadas as seguintes igrejas no interior da Bahia: Alagoinha (em 1888), Vargem Grande (em 1894), Amargosa (em 1896), Santo Antônio (em 1898), Vitória da Conquista (em 1900), Canavieiras (em 1900), Aramari (em 1900), Rio Salsa (em 1900), estas ainda no século XIX.34

Em 1898 uma obra batista importante trouxe o reconhecimento a este trabalho denominacional. Este foi o ano da inauguração do Colégio Egydio Americano35, na cidade de Salvador. O envolvimento com a sociedade foi uma marca do trabalho batista no Brasil e trouxe importante contribuição para a expansão das igrejas.36

A segunda esposa de Taylor, Laura Barton, com quem se casou em 1895, era uma notável educadora e a ela se credita muito do trabalho da organização do Colégio.37

Taylor tinha um perfil diferente de trabalho, quando comparado a Bagby. Ele permaneceu de forma mais fixa em um lugar apenas, pois “considerava o estado da Bahia como seu campo de ação e esta firme convicção o mantinha firme no seu propósito”.38 Esta estabilidade auxiliou para que ele se envolvesse com outros trabalhos que exigiam uma fixação maior, como o estabelecimento de uma doutrina batista clara, a ser seguida pelas igrejas recém plantadas.

2.2.2 O desenvolvimento doutrinário

Um dos focos do trabalho de Taylor foi o estabelecimento de um padrão doutrinário, uma necessidade urgente para a manutenção de uma forma de pensar única e característica dos batistas em solo brasileiro. Taylor tinha profundo zelo doutrinário. Uma das formas de demonstrar este zelo foi através da tradução da Confissão de Fé de New Hampshire, realizada pelo missionário. A sua tradução foi “adotada por todas as igrejas batistas daquele período, bem como pela CBB, em 1907, com o nome de Declaração de fé das igrejas batistas do Brasil”.39

Além da declaração doutrinária, Taylor se envolveu na tradução e escrita de outros materiais considerados por ele como substanciais para a manutenção da fé batista, dentre eles livros, artigos e folhetos, usados em praticamente todas as igrejas plantadas, com o propósito de instruir e de evangelizar.40

O zelo doutrinário também se manifestava na dimensão pessoal, no trato de Taylor com os membros da sua igreja. Em seus relatos, ele citava uma entrevista com o novo convertido, na qual ele e outros líderes da igreja ouviam o testemunho de conversão do candidato e lhe faziam diversas perguntas. Qualquer dúvida que pudesse surgir neste encontro sobre a real experiência de conversão do novo membro, por menor que fosse, era suficiente para a não recomendação do candidato como membro da igreja. Ao passar pelo teste com a liderança, o candidato ainda encarava a igreja, onde compartilhava seu testemunho pessoal e era arguido “sobre questões de casamento (se não fosse casado legalmente, não era aceito), de dívidas, de testemunho. Taylor achava que a porta da igreja não devia ser aberta com muita facilidade”.41

Mas não era apenas na entrada de novos membros que se manifestava o rigor doutrinário de Taylor. As faltas cometidas eram punidas com rigor exemplar. “O objetivo dessa chamada ‘disciplina eclesiástica’ era preservar o rebanho da contaminação daqueles que já não viviam de acordo com as normas por todos aceitas”.42 Taylor alertava que “uma pessoa não-regenerada na igreja pode causar-nos mais prejuízo do que todo o mundo lá fora”.43 Ensinava o batismo bíblico, de forma aberta; praticava a ceia restrita; e não poucas vezes, através de seus veículos de imprensa, criticava outros missionários e se posicionava contra a Igreja Católica.44

2.2.3 O envolvimento dos novos convertidos

O rigor doutrinário não impossibilitava a inserção de novos convertidos nos trabalhos das igrejas. Taylor foi grande influenciador e incentivador do trabalho de líderes sem formação teológica. Um dos primeiros grandes líderes da igreja em Salvador foi João Gualberto Batista45, latoeiro de profissão que, ao se converter, passou a acompanhar o pastor Taylor em seus trabalhos, e, que apesar da pouca instrução formal, foi consagrado como pastor posteriormente.46 Este envolvimento dos recém-convertidos se tornou modelo para os outros locais de plantação de igrejas.

No Rio de Janeiro há vários exemplos de envolvimento imediato de novos convertidos no ministério, o que foi um fator fundamental para a expansão missionária da igreja. L.C. Irvine, Thomaz L. Costa, Theodoro R. Teixeira e Francisco Fulgêncio Soren, são alguns dos novos crentes que já assumiram funções na igreja.47

Havia necessidade urgente de mais pessoas envolvidas nos trabalhos, tanto que Taylor, em uma de suas cartas escrita à Junta de Richmond, demonstra a sua preocupação e, na mesma carta, também apresentou o que ele considerava a solução para o dilema. Ele escreve: “estou estudando um plano pelo qual as nossas nove igrejas sem cuidado pastoral possam ter seus próprios pastores”. Para alcançar este propósito, ele diz à Junta que o caminho seria “que se peça e encoraje as igrejas a enviarem todos os anos um ou mais membros para estudar a Bíblia comigo, assim preparando-se para o trabalho pastoral”.48

Um dos ministérios/trabalhos desenvolvidos por líderes das igrejas era o trabalho de colportor49. Esta atividade foi significativa para o trabalho batista em seu estabelecimento. O primeiro colportor50 eleito da Primeira Igreja da Bahia foi Borges de Barros. Em relatórios apresentados à Junta, entre os anos de 1884 e 1885, registra-se a venda de 264 Bíblias.51 Era uma forma de apresentar a mensagem de salvação aos não-crentes, como também uma forma de doutrinar os convertidos, uma vez que as doutrinas batistas advêm da Palavra de Deus.

2.2.4 Estratégias de trabalho

O pastor Taylor esteve também preocupado com estratégias eficientes para o alcance dos brasileiros. É provável que as suas próprias limitações o tenham impelido a enfatizar este princípio, pois no começo, por não dominar a língua, seu trabalho junto aos outros missionários era o de recepcionar os visitantes e membros na porta da igreja. Suas limitações lhe traziam estas oportunidades apenas.52

Ele cita, em seus registros, que, como estrangeiros, no caso a família Bagby e Taylor, eles atraíam com facilidade os ouvintes. Pessoas de fora eram facilmente percebidas e as pessoas davam atenção ao que diziam. O testemunho de conversão do padre Albuquerque também era um chamarisco especial. Mas, com o passar do tempo, estas estratégias já não eram suficientes. Então uma atitude diferente se tornou necessária para a continuidade dos trabalhos, e o missionário descreveu a estratégia da seguinte forma:

Eles não nos procuravam, portanto nós precisávamos procurá-los. Concordamos, então, por um Novo Testamento no bolso e sair pelas ruas, entrar nas lojas ou em qualquer lugar onde pudéssemos achar alguém disposto a ouvir. Conseguimos interessar a muitos dessa maneira e pouco a pouco nosso pequeno salão começou a encher-se de novo. Isto nos ensinou uma lição, exatamente quando dela precisávamos: que o povo deveria ser salvo individualmente, e não em massa.53

Sobre as pregações públicas, Taylor escreveu um artigo para O Jornal Batista, em 1916, com o título Reminiscências, onde apresentou aspectos práticos adotados para um alcance maior dos ouvintes, nos trabalhos realizados no ano de 1905. Das informações que o missionário passa, percebem-se as seguintes ênfases:

a) Havia dias considerados mais propícios para a propaganda pública: domingos, feriados e dias santos,”... em que o povo estava desocupado e disposto a ouvir”. b) Os locais escolhidos variavam entre praças públicas, pontos de convergência de ruas, bairros mais afastados (arrabaldes). Não desprezavam, porém, ruas sossegadas ou menos frequentadas. Naquela época, bairros hoje populosos e integrados no perímetro urbano de Salvador, eram considerados subúrbios ou arrabaldes, a exemplo de Garcia, Cruz do Cosme, Boa Viagem, Tororó. Todos eles foram alcançados pelos evangelistas, incluindo também as áreas propriamente urbanas como Baixa dos Sapateiros, Praça do Campo Grande, Baixa das Quintas. c) Gradualmente, pela experiência de contato com o público, os grupos de propaganda foram sentindo a necessidade de escolher os métodos e os conteúdos mais propícios para a comunicação. d) Não havia uma Comissão especificamente responsável pelo trabalho de evangelização externa.54

Havia uma estratégia clara, com um público alvo estabelecido e um envolvimento maciço de todos os crentes, que adequavam a mensagem ao contexto em que estavam inseridos. Taylor também destacou em seus escritos que sermões curtos e diretos alcançavam maior efeito do que longos discursos; que em certas ocasiões era preferível que o missionário estrangeiro falasse, e os irmãos brasileiros dessem o apoio numérico ou vigiassem o comportamento de algum desordeiro; que a música tocada ao órgão portátil e os hinos cantados pelo grupo funcionavam como forma de sedução para contornar a hostilidade do público; que as oportunidades imprevistas não deviam ser desprezadas, mas exploradas ao máximo.55

Sobre a utilização da música e o aproveitamento das oportunidades na evangelização, Taylor relata o seguinte testemunho:

Fizemos soar a música e o povo afluiu prontamente em torno de nós. Veio neste instante um bonde de Soledade cheio de passageiros, entre os quais estava o secretário do Governador, os quais, tendo de esperar outro bonde, pararam. O irmão Domingues tomou a palavra (...) contou como ele fora salvo, conversão notável que soube contar com muito enfeito”56

Além da pregação e do testemunho público, Taylor via enorme importância na página impressa.57 Em 1885, ele e os outros missionários passam a pensar na organização de um organismo de imprensa capaz de repassar conhecimentos para a instrução dos novos fiéis. Através do missionário funda-se a primeira tipografia batista no Brasil, que tinha como propósito principal a organização de textos e publicação, visando à expansão do trabalho batista no Brasil. Esta tipografia publicou materiais até o ano de 1900. Funcionou inicialmente na sede da Primeira Igreja Batista da Ladeira do Aljube, ocupando os “cômodos de baixo” do prédio. O missionário Taylor foi o fundador e diretor da tipografia.58

Esta tipografia abriu espaço para a publicação de um periódico de circulação nacional e chegou a empregar 6 (seis) funcionários.59 Foi também na Bahia onde circulou pela primeira vez O Jornal Batista, que tinha como nome “Echo da Verdade”, editado pelo missionário Taylor.60 Em seu início, o jornal distribuiu cerca de 500 exemplares anuais. Seu nome foi escolhido propositalmente, buscando confrontar os diversos credos circulantes no País, destacando que existe apenas uma verdade. Era uma forma de os batistas se colocarem como propagadores da verdade bíblica. Em 1897, o “Echo da Verdade” passou a ser chamado de “A Nova Vida”61, editado também por Z. C. Taylor.62

Quando a tipografia e o jornal passaram a funcionar no Rio de Janeiro, sob a direção do missionário W. E. Entzminger, Taylor, um jornalista nato, criou outra página impressa, o jornal A Mensagem, no ano de 1906.63

Além dos jornais, a impressão de folhetos evangelísticos era um dos trabalhos preferidos de Taylor. Ele os usava abundantemente nos momentos de pregação e em várias ocasiões do ano enviava os folhetos pelo correio a pessoas desconhecida para ele, selecionadas de forma aleatória.64

2.2.5 Plantação de igrejas, organização de grupos e evangelismo pessoal

Taylor foi fundamental para o estabelecimento de uma igreja batista na cidade de Maceió. O ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque se dirigiu à cidade de Maceió65 e viu em Wandragélio Melo Lins66 um importante auxiliar para o início de uma igreja neste local. Mas Melo Lins não havia sido batizado ainda e era frequentador de uma igreja Presbiteriana. Albuquerque escreveu ao seu amigo Taylor, pedindo que este visitasse Melo Lins na cidade de Recife. Na conversa entre Taylor e Melo Lins, a questão do batismo bíblico foi assunto de destaque, tanto que ao final deste encontro Taylor batiza Melo Lins no rio Beberibe, deslocando-se com o recém-batizado para a cidade de Maceió, onde, com 10 membros fundadores, organizaram a Primeira Igreja Batista desta cidade. Taylor ainda permaneceu por duas semanas ali, pregando em praticamente todas as noites.67

Taylor também foi designado pela Junta de Missões Estrangeiras da Convenção para um trabalho em Portugal, em 1908. Chegando lá, ele reuniu os crentes batistas que já havia na região, batizou novamente uns 15, por considerar seu batismo anterior irregular e organizou, em 25 de dezembro de 1908, a Igreja Batista do Porto, que mais tarde passou a se chamar de Tabernáculo Batista do Porto. A permanência do missionário em Portugal foi de um mês apenas.68

A organização da primeira União da Mocidade Batista é também creditada a Taylor. Ele organizou o grupo de jovens na sua igreja, na Bahia, que serviu de base para a organização de outros grupos em todo o Brasil. Esteve também à frente da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, como secretário da organização, e foi o primeiro tesoureiro da Convenção Batista Brasileira.69

Na esfera da evangelização pessoal precisa-se mencionar alguns convertidos que exerceram grande influência em solo brasileiro: 1) o capitão Egídio Pereira de Almeida, que conheceu a Cristo pelo contato com um dos membros da igreja do missionário Taylor, cristão este que o levou à leitura da Bíblia. O capitão foi importante para a fundação do Colégio na Bahia; 2) Archiminia Barreto, uma professora, converteu-se ao ler um dos folhetos de Taylor. Ela auxiliou na escrita de diversos artigos para o jornal; 3) Honório Benedito Ottoni, capelão do Exército Brasileiro, converteu-se ao ler um jornal entregue a ele por um dos filhos de Taylor enquanto viajava a bordo de um navio. Ele foi um homem influente e envolvido na política. Teve a oportunidade de pregar ao presidente Prudente de Morais; 4) Salomão Ginsburg70, um missionário congregacional, que ao discutir com Taylor sobre o batismo, foi convencido de que a Bíblia apresenta a imersão como forma única de realização do ato.

2.2.6 O preço pago pela vocação

O missionário Taylor não escapou de ser perseguido por pregar a verdade. Num determinado dia, em que realizavam batismos, um grupo de pessoas chegou até onde Taylor estava, atacaram-no, jogando-o no rio e cobrindo-o de lama. Desferiram vários golpes em sua cabeça, mas, como usava um chapéu duro, os golpes não o feriram gravemente, deixando apenas uma pequena cicatriz, chamada por ele de marcas do Senhor Jesus.71

Taylor também foi poupado de uma conspiração organizada por um padre local contra ele. A conspiração foi descoberta pelo médico e político piauiense, Joaquim Nogueira Paranaguá. O objetivo era capturar o missionário, amará-lo e lançá-lo num rio infestado de piranhas. Paranaguá buscou as autoridades locais, evitando que o mal fosse realizado contra Taylor.72

Em outro momento, quanto Taylor e Albuquerque pregavam em determinada casa, um grupo de perseguidores arremessou pedras contra o local, quebrando várias vidraças e sujando a casa com areia. Os oficiais foram chamados e protegeram os pregadores protestantes.73 Também na Bahia, em 1886, um jovem tentou explodir uma bomba no local de cultos, mas um grupo de soldados evitou o desastre, passando a guardar o local.74

Por motivos de saúde, Taylor teve que retornar aos EUA, vindo a residir na cidade de Corpus Christi, Texas. Não pôde concretizar seu sonho de retornar ao Brasil para evangelizar.75 Ele faleceu de forma trágica, e com ele a sua segunda esposa e uma filha.76 Em 1909, um maremoto atingiu a cidade, devastando-a completamente, tendo o missionário e sua família como vítimas deste desastre.77

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Taylor permaneceu por pouco tempo no Brasil: apenas 27 anos. Mas fez muito e de forma mais centralizada. Seu ponto de trabalho sempre foi a Bahia. Ele prova a eficiência e a importância da organização do trabalho missionário. Não precisou se mudar para muitos lugares a fim de encontrar pessoas que necessitavam ouvir a mensagem de salvação.

Sua coragem em combater ensinos falsos também precisa ser destacada. Usou todos os recursos que estavam a sua disposição, alguns ousados para a época, como a criação de uma tipografia, para espalhar o que ele chamava de verdade. Teve muita oposição por este fato, foi perseguido, mas construiu a base sobre a qual a denominação batista foi construída e permanece depois de tantas décadas.

Suas lutas pessoais, as perdas, as dificuldades e as abnegações apontam para a sua grandeza de caráter. Mesmo as enfermidades e perseguições não fizeram com que desistisse dos trabalhos iniciados no Brasil. Só deixou o País porque precisou cuidar dele, e o fez com profundo pesar.

Ele é referência em termos de alcance de uma região, com o acompanhamento constante dos trabalhos iniciados. Em um ano, passava praticamente a metade do tempo fora da sua casa, percorrendo os diferentes lugares, instruindo as novas comunidades. Mostrou que não pode ter igrejas sólidas e duradouras sem o acompanhamento e sem uma doutrina clara e correta. É da ênfase de Taylor que os batistas herdam a sua fibra moral e doutrinária, buscando sempre saber e fazer o que é certo.

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OLIVEIRA, Betty Antunes. Antonio Teixeira de Albuquerque: o primeiro pastor batista brasileiro. Rio de Janeiro, [s.n], 1982

O JORNAL BAPTISTA. Imprensa Baptista Brazileira, 6 de Janeiro de 1910, p. 4.

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PEREIRA, José dos Reis. História dos batistas no Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1985.

PEREIRA, José dos Reis. História dos batistas no Brasil. 3.ed. Edição ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: JUERP, 2001.

TAYLOR, Z. C. Reminiscências. In: O Jornal Baptista, 30 de março de 1916, p. 2-3.

TEIXEIRA, Marli Geralda. Os Batistas na Bahia: 1882-1925. Um estudo de história social. Salvador, Universidade Federal da Bahia, 1975.

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1 Formado em Teologia pela Faculdade Batista Pioneira. Tem especialização na área de Liderança e Gestão de Pessoas, pela Faculdade Teológica Batista do Paraná; mestrado livre na área de Missão Integral da Igreja, pelo Seminário Teológico Batista Independente; e, mestrado em Teologia Pastoral, pela Faculdade Teológica Batista do Paraná. É Doutorando em História pela Universidade de Passo Fundo, na linha de pesquisa de Cultura e Patrimônio. Trabalha como Pastor na Igreja Batista Emanuel, como Coordenador de Graduação na Faculdade Batista Pioneira e é membro da Comissão Consultiva da Revista Ensaios Teológicos da Faculdade. E-mail: dinho@batistapioneira.edu.br

2 CRABTREE, A. R. História dos Batistas no Brasil até o ano de 1906. 2.ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1962, p. 68-69.

3 PEREIRA, José dos Reis. História dos batistas no Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1985, p. 18.

4 CRABTREE, 1962, p. 68-69.

5 PEREIRA, 1985, p. 18.

6 OLIVEIRA, Betty Antunes de. Centelha em Restolho Seco. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 170.

7 CRABTREE, 1962, p. 68-69.

8 A FORMAÇÃO DE TAYLOR não fica evidente nas pesquisas. Em algumas obras fala-se da graduação em artes, enquanto que em outras fala-se de medicina.

9 OLIVEIRA, 2005, p. 170.

10 OLIVEIRA, 2005, p. 170.

11 BRABOSA, Celso Aloísio; AMARAL, Othon Ávila. Livro de ouro – Epopéia de fé, lutas e vitórias. Rio de Janeiro: JUERP, 2007, p. 24.

12 O BRASIL E OS BRASILEIROS foi um livro escrito pelos missionários Kidder e Fletcher, pregadores metodistas que haviam estado no Brasil na época da Regência. Taylor emprestou a leitura do mesmo livro a Bagby, quando ainda estudavam em Baylor, e tal leitura impressionou profundamente estes dois missionários. In.: MEIN, 1982, p. 19.

13 A ORDENAÇÃO DE TAYLOR ocorreu na Igreja Batista Independence, que tinha como pastores o doutor W. C. Crane e Richard Ratcliff. A data da ordenação foi 12 de junho de 1879. In.: OLIVEIRA, 2005, n.p.

14 MOUTTA, Samuel Meira. A visão dos pioneiros: uma análise histórico-estratégica da plantação de igrejas nos primeiros anos dos batistas no Brasil. Rio de Janeiro: Southeastern Baptist Theological Seminary – Tese, 2015, p. 32.

15 OLIVEIRA, 2005, p. 170.

16 BRABOSA; AMARAL, 2007, p. 24.

17 PEREIRA, José dos Reis. História dos batistas no Brasil. 3.ed. Edição ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: JUERP, 2001, p. 76.

18 OLIVEIRA, 2005, p. 171.

19 PEREIRA, 2001, p. 77.

20 KATE E SUAS CARTAS À JUNTA – Kate foi a grande responsável pelas comunicações dirigidas às Juntas nos EUA. Com frequência ela enviava cartas, relatando sobre os trabalhos e as condições do campo. Em uma delas, ela fala da liberdade religiosa no Brasil: “Já ouviram, sem dúvida, da separação da Igreja e o Estado do Brasil. Temos agora inteira liberdade religiosa, o que desejávamos desde muito tempo. Que pena que os trabalhadores sejam tão ocupados que não possam aproveitar as imensas oportunidades que se nos deparam. O Brasil é agora um dos campos missionários mais prometedores do mundo.” In.: CRABTREE, 1962, p. 90.

21 PEREIRA, 2001, p. 94.

22 CARTA DE KATE À JUNTA EM JANEIRO DE 1883 – “Estamos no Brasil há onze meses, e só agora começo a entender um pouco sobre a densa escuridão espiritual em que este povo vive, suas superstições, a astúcia clerical, a imoralidade em todos os níveis e classes. Nosso professor, senhor Teixeira, chamou-me a atenção nesta manhã para o fato de que é no Brasil onde a idolatria e o paganismo se excedem. (...) O senhor Teixeira frequentemente tem dirigido as reuniões de oração. É muito agradável ouvi-lo. (...) No primeiro domingo do ano, começamos a ter os cultos públicos regularmente, e temos agora cinco reuniões semanais em português, sendo duas pregações e Escola Dominical aos domingos; reuniões de oração às quartas-feiras, e de cânticos às sextas-feiras à noite. (...) Todos continuamos nosso estudo regular da língua, e também nossas traduções. Desde o início do ano até agora, foram publicados três tratados, a saber: Doutrina Batista, como apresentada na Confissão de Fé – New Hampshire; Batismo, e um Catecismo. Os dois primeiros são trabalhos do Sr. Taylor, e o último, do Sr. Bagby. Além destes, temos alguns trabalhos menores já prontos, e outros em preparo. Estas traduções são feitas do inglês, como um dos nossos exercícios regulares de estudo da língua. É interessante notar como, estudando o português, somos induzidos a essa faceta do trabalho missionário, aproveitando o tempo e produzindo literatura. (...) Estou agora traduzindo o livro Mártires Cristãos, de Fox. In.: OLIVEIRA, Betty Antunes. Antonio Teixeira de Albuquerque: o primeiro pastor batista brasileiro. Rio de Janeiro, [s.n], 1982, p. 56.

23 IMPRECISÃO SOBRE A IDADE DE KATE é atestada pelas diferentes fontes. Em algumas cita-se que ela chegou aos 32 anos; outras falam que chegou aos 30 apenas – 1862-1892. PEREIRA, 2001, p. 76.

24 PEREIRA, 2001, p. 94.

25 PEREIRA, 2001, p. 77.

26 CRABTREE, 1962, p. 68-69.

27 PEREIRA, 1994, p. 82-83.

28 PRIMEIROS BATISMOS NA BAHIA: Os primeiros batismos realizados pela igreja estavam ligados ao trabalho com pessoas do próprio grupo – formado por mulheres Emília Maria e Maria Grife, “empregadas de Taylor”, e a senhorinha Teixeira - esposa de Antônio Teixeira de Albuquerque, batizadas em 1883, na praia da Gamboa. O primeiro batismo resultante do trabalho externo de evangelização, foi o do artesão João Gualberto Baptista, em 08 de novembro de 1883. João foi destaque no trabalho de evangelização do grupo, sendo ordenado como pastor em 25 de outubro de 1885. In.: TEIXEIRA, Marli Geralda. Os Batistas na Bahia: 1882-1925. Um estudo de história social. Salvador, Universidade Federal da Bahia, 1975, p. 38.

29 UMA ELEIÇÃO DEFINE O PASTOR TITULAR DA IGREJA NA BAHIA – a igreja fez uma eleição que decidiu entre o pastor Taylor e o pastor Albuquerque. Taylor recebeu 15 (quinze) votos e Albuquerque 10 (dez). desta forma ficou decidido que Taylor seria o pastor principal e Albuquerque seu ajudante, como co-pastor. In.: OLIVEIRA, 1982, p. 60.

30 MOUTTA, 2015, p. 32.

31 CRABTREE, 1962, p. 87.

32 RELATÓRIO DE TAYLOR EM 1884: “Estamos num avivamento contínuo desde dezembro, o qual cresce e resplandece mais e mais todos os dias. Teremos, talvez, 40 membros antes da vossa Convenção em maio. Não podemos limitar agora as nossas atividades à cidade. Havendo testificado de Jesus em toda a parte dela, estamos entrando no interior.” Durante aquele ano Taylor e sua equipe haviam vendido 1300 Bíblias e distribuído mais de 50 mil folhetos. In.: CRABTREE, 1962, p. 81 e 83.

33 MOUTTA, 2015, p. 32.

34 AMARAL, Othon Ávila do. Marcos Batistas Pioneiros. Mesquita: [S.n.], 2001, p. 12.

35 O COLÉGIO EGYDIO AMERICANO mudou de nome para Colégio Taylor-Egídio e foi transferido em 1922 para o município de Jaguaquara, no interior da Bahia. Este é o primeiro colégio batista no Brasil. In.: ANDRADE, Daria Gláucia Vaz de. Colégio Taylor Egídio. 100 anos. Jaguaquara: Colégio Taylor-Egídio, 1998, p. 35-40.

36 CRESCIMENTO DO TRABALHO BATISTA: No final de 1900, havia 9 igrejas organizadas e 516 membros; em 1906 já eram 24 igrejas, dez pastores nacionais e 1.161 membros. In. CRABTREE, 1962, p. 153 e 247.

37 PEREIRA, 2001, p. 94.

38 MOUTTA, 2015, p. 65.

39 PEREIRA, 1982, p. 80.

40 PEREIRA, 1982, p. 80.

41 MOUTTA, 2015, p. 58-59. TAYLOR ERA DIRETO QUANTO AO COMPORTAMENTO – “certo homem abastado, comerciante de fumo, se converteu e escreveu ao missionário a respeito do fumo. Taylor respondeu que o uso do fumo era um vício caro e indecente, que não honrava a Cristo. Que há outros meios de ganhar a vida. Que, entretanto, não há na Bíblia preceito expresso contra o uso do fumo, a não ser de modo geral, ficando, portanto, o assunto a ser resolvido pela consciência individual do crente. O consulente abandonou o comércio do fumo porque achou suficientemente clara a resposta.” In.: PEREIRA, 2001, p. 96-97.

42 PEREIRA, 1982, p. 111.

43 PEREIRA, 2001, p. 111.

44 MOUTTA, 2015, p. 58-59. REFUTAÇÃO DE DOUTRINAS CATÓLICAS: pode-se citar um “episódio ocorrido na Bahia em 1883, que trouxe animosidade entre batistas e católicos. Nesse ano foi publicada uma série de artigos da autoria de Z. C. Taylor com o título O Retrato da Virgem Maria no Céu. Esse material foi organizado posteriormente em forma de folheto e distribuído ao povo. Os sacerdotes católicos não gostaram da publicação, uma vez que ela abordava a mariolatria. Nesse mesmo ano, o padre Manoel Ferreira dos Santos Cunha pediu licença ao Arcebispo da Bahia, para refutar, também pela imprensa, os artigos, considerando a necessidade de alertar e proteger os fiéis católicos contra aquela heresia protestante.” In. TEIXEIRA, 1975, p. 62.

45 TESTEMUNHO DE TAYLOR SOBRE JOÃO: ele foi o primeiro homem que eu levei a Cristo no Brasil: eu o batizei, eu o ordenei ao ministério, celebrei seu casamento e dirigi seu sepultamento depois de 24 anos de trabalho juntos. Jamais encontrei homem superior a ele em retidão. (...) Ele caminhava com a maior correção e exigia o mesmo tipo de vida dos membros da igreja. In.: PEREIRA, 2001, p. 83.

46 MOUTTA, 2015, p. 55.

47 AZEVEDO, Israel Belo de. Coluna e Firmeza da verdade – história da primeira igreja batista do Rio de Janeiro. Volume I: 1884-1927. Rio de Janeiro: Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, 1988, p. 23.

48 CRABTREE, 1962, p. 137.

49 COLPORTAGEM – “Para facilitar a distribuição das Bíblias, principalmente no vasto interior do país, as sociedades passaram a contratar “colportores”, homens simples, dedicados e corajosos que saíam por toda parte, deslocando-se a cavalo, de trem, barco e a pé, vendendo Bíblias, Novos Testamentos, panfletos e periódicos a quem encontrassem. Por força do seu trabalho, eram também evangelistas e plantadores de igrejas. Foram companheiros e, com frequência, precursores dos missionários e dos pastores nacionais. O trabalho destes últimos muitas vezes foi facilitado pela atuação dos incansáveis colportores. O Rev. Edward Lane afirmou: “O trabalho do colportor é o braço direito do missionário; o que ele faz distribuindo a Palavra de Deus não pode ser subestimado”. In.: FERREIRA, Júlio Andrade. Galeria evangélica: biografias de pastores presbiterianos que trabalharam no Brasil. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1952, p. 97.

50 NÚMEROS DA COLPORTAGEM – em um relatório apresentado à Junta, em 10 de setembro de 1884, Taylor registra o seguinte: “Senhor Teixeira e dois de nossos colportores foram até Alagoas na última semana. Esta cidade interiorana dista cerca de trinta léguas, por trem, de Salvador, e tem uns seis mil habitantes. Venderam mais de cem Bíblias e porções, distribuindo quatrocentos Tratados. Senhor Teixeira pregou duas vezes, porém, foi impedido de fazê-lo na terceira vez. Um médico convidou-o para ficar e pregar em sua casa. Na segunda noite, havia duzentas pessoas com muita atenção e ordem. Na terceira noite, o padre preparou um motim; porém, alguns foram suficientemente corajosos para defender nossos irmãos, dizendo que estavam falando das verdades do Evangelho. Muitos foram favoráveis e alguns mostraram-se interessados. Na volta, o senhor Teixeira recebeu uma carta de um antigo amigo de Maceió, capital da Província que fica ao norte da Bahia, pedindo que um missionário, um ou dois de nós, fosse até lá para formação de uma igreja – a Macedônia chama. Um deles é esperado aqui em breve, quando o assunto será tratado melhor. Parece que já há cerca de cinquenta convertidos, apenas pela leitura da Bíblia. In.: OLIVEIRA, 1982, p. 81.

51 TEIXEIRA, 1975, p. 58.

52 PEREIRA, 2001, p. 80.

53 HARRISON, Helen Bagby. Os Bagby do Brasil: Uma contribuição para o estudo dos primórdios batistas em terras brasileiras. Rio de Janeiro: JUERP, 1987., p. 35.

54 TEIXEIRA, 1975, p. 70-72.

55 TEIXEIRA, 1975, p. 70-72.

56 TAYLOR, Z. C. Reminiscências. In: O Jornal Baptista, 30 de março de 1916, p. 2-3.

57 EDIÇÃO DO PRIMEIRO LIVRO DOS BATISTAS é creditada à Taylor, que traduziu a obra escrita por S. H. Ford e acrescentou a ela as regras parlamentares e a tradução da Confissão de Fé de New Hampshire. In.: PEREIRA, 2001, p. 95-96.

58 O JORNAL BAPTISTA. Imprensa Baptista Brazileira, 6 de Janeiro de 1910, p. 4.

59 PEREIRA, 2001, p. 96.

60 O JORNAL BAPTISTA. Missão Baptista da Bahia, 24 do Junho do 1908, p. 7.

61 MUDANÇA DE NOME DO JORNAL – desconhece-se os motivos, mas o jornal Echo da Verdade mudou várias vezes de nome, vindo a se chamar de A verdade e A Nova Vida. In.: PEREIRA, 2001, p. 95.

62 TEIXEIRA, 1975, p. 60.

63 PEREIRA, 2001, p. 95.

64 PEREIRA, 2001, p. 96.

65 REGISTRO DE TAYLOR SOBRE A PLANTAÇÃO DA IGREJA BATISTA EM MACEIÓ – “Depois de ter estado dez dias em Pernambuco, fui para Maceió de navio, em companhia do irmão Melo Lins. Encontramos o senhor Teixeira cercado por um pequeno grupo de fiéis, batalhando contra as dificuldades. Um deles foi batizado antes da minha chegada, e outros três durante a minha estada ali, perfazendo um total de seis batizados em Maceió. A 17 de maio, depois de oração, organizamos a Primeira Igreja Batista de Maceió com dez membros. O senhor Teixeira, a esposa e o filho, com suas cartas da Bahia, e o irmão Melo Lins entraram na organização. No domingo seguinte, celebramos a ceia do Senhor. In.: OLIVEIRA, 1982, p. 64.

66 MELO LINS “pertencia a uma das grandes famílias de fazendeiros do Rio Largo (Alagoas). Atraído ao protestantismo, desde 1878, em Recife, pela prédica do missionário americano J. R. Smith, mas com convicções batistas, fez-se batizar em 1885 pelo missionário desta denominação, o Rev. Taylor. Nesse mesmo ano torna-se membro fundador da Igreja Batista de Maceió e no ano seguinte, pastor da Igreja de Recife. Quando Teixeira de Albuquerque deixou a batina e fugiu de Maceió com sua namorada, rumou para Recife, onde conheceu Wandragésilo Melo Lins, que o ajudou a fugir da perseguição do clero e o encaminhou nos estudos da Bíblia, pois já tinha mais conhecimentos bíblicos do que seu amigo ex-padre. De fato, a ajuda de Melo Lins foi essencial para a conversão e consagração de Teixeira. Melo Lins permaneceu em Maceió, membro da igreja então pastoreada por Teixeira, atuando como pregador e evangelista ardoroso. No início de 1886 ele foi consagrado ao ministério pastoral, em Maceió, e de lá seguiu de volta a Recife, atendendo ao desafio de Taylor, para plantar uma igreja naquela cidade. Seis meses depois, já havia uma animada congregação e seis pessoas prontas para o batismo. No início de 1886, chegam para ajudar Melo Lins no trabalho, os missionários Charles Daniel e sua esposa. Daniel tinha a vantagem de falar o português, posto ter sido criado no Brasil. Melo Lins e Daniel organizam juntos a igreja batista de Recife. Com a saída de Taylor, que se retirava aos Estados Unidos para tratamento de sua saúde, três meses após a organização da igreja de Recife, Charles Daniel foi para a Bahia para substitui-lo. Melo Lins assumiu como pastor em Recife, enfrentando grandes dificuldades no pastoreio: um de seus membros, divorciado, queria casar-se novamente e o pastor Lins se opunha. Formaram-se grupos que dividiram a igreja, estabelecendo-se um clima de terrível luta, afastando os crentes e quase levando a zero a congregação. Ao saber desta questão, Taylor, que já estava de volta ao Brasil, cortou o salário de Melo Lins, deixando-o em sérios apuros. Melo Lins então voltou para Maceió e a igreja de Recife, muito enfraquecida, era visitada esporadicamente por Taylor.” In.: MOUTTA, 2015, p. 27-28.

67 PEREIRA, 2001, p. 89.

68 PEREIRA, 2001, p. 95

69 PEREIRA, 2001, p. 96-97.

70 SALOMÃO GISNBURG “era um judeu, nascido na Polônia e criado na Alemanha e Inglaterra, que se convertera, sendo por isso completamente repudiado por sua família. Sentindo-se chamado para a pregação do Evangelho, estudou alguma coisa e, apresentando-se a uma Sociedade Missionária Interdenominacional, foi enviado a Portugal. Aí começou a aprender a língua portuguesa. De Portugal veio para o Brasil e trabalhava junto com os Congregacionais. Sabendo da existência dos batistas e do início da obra batista em Pernambuco, pretendeu discutir com o missionário Zacarias Taylor. Era, entretanto, um homem sincero. Não era desses que, entrando numa polêmica, querem vencer de qualquer maneira e que mesmo derrotados não mudam seus pontos de vista. Salomão impressionou-se com os argumentos de Taylor, leu cuidadosamente seu Novo Testamento e acabou pedindo batismo ao missionário. Tornou-se, então, pregador batista e durante quase quarenta anos esteve em diversos lugares do Brasil, pregando com uma extraordinária coragem e disposição. Sua autobiografia, a que ele mesmo intitulou Um Judeu Errante no Brasil, é um dos mais impressionantes documentos acerca da vida missionária. Além de pregar, Salomão cantava e escrevia. Foi dos primeiros a terem a ideia do valor da página impressa para a difusão do evangelho e a edificação dos fiéis. E foi um extraordinário tradutor de hinos. Suas letras, em número de mais de cem, hoje enfeixadas no Cantor Cristão, hinário dos batistas brasileiros, agradam imensamente.” In.: PEREIRA, 1985, p. 63. Ginsburg destacou-se como profícuo plantador de igrejas. Ajudou na organização da igreja alemã em São Paulo, em 1892, e de lá seguiu para o Pernambuco onde, juntamente com Entzminger, reorganizaram a igreja de Recife, depois foi para Niterói, onde fortaleceu a igreja. Dali seguiu para Campos, consolidando e dando crescimento à igreja iniciada por Bagby, e plantando novas igrejas por todo o Norte Fluminense: São Fidélis, Macaé, Ernesto Machado, Guandu, Cambuci, Rio Preto, as quais se multiplicaram após a saída do missionário daquele campo. No Pernambuco, reorganizou a Primeira Igreja Batista do Recife e plantou várias outras igrejas: Jaboatão, Cordeiro, Gameleira, Jardim, Torre, Feitosa, Garanhuns, Timbaúba, Palmares, Cortez, Moganga, entre outras. Plantou igrejas em Alagoas (Atalaia), Goiás e Rio de Janeiro capital (Jacarepaguá). Salomão Ginsburg também iniciou o Seminário Batista de Pernambuco, na cidade do Recife, em 1º de abril de 1902. In.: MESQUITA, Antônio Neves de. História dos Baptistas em Pernambuco. Recife: Typografia do C.A.B., 1930, p. 74.

71 PEREIRA, 2001, p. 83.

72 PEREIRA, 2001, p. 129-130.

73 CRABTREE, 1962, p. 77.

74 CRABTREE, 1962, p. 86.

75 PEREIRA, 2001, p. 95.

76 OLIVEIRA, 2005, n.p.

77 PEREIRA, 2001, p. 95.

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